Depois de uma noite relativamente tranquila, apenas com meia dúzia de picadelas de mosquito, já com as forças de certa forma recuperadas, decidimo-nos a explorar um pouco da cidade de Salt Lake City.
É uma cidade de tamanho pequeno englobada num estado enorme. O estado de Utah, apesar de ter muito que ver, e bastante bonito, nao é decididamente um sitio onde gostasse de viver. Foi uma cidade fundada por mórmones há nao muito tempo atrás e ainda hoje desempenha um papel extremamente importante na sua religiao.
A nossa primeira paragem seria em Temple Square, um recinto vedado na qual existem umas quantas igrejas e o tabernáculo, outro local de culto. É uma área bonita, relaxante, que apesar de no meio da cidade, convida à meditaçao. E nao, nao descobri nenhuma veia religiosa :)
É uma cidade de tamanho pequeno englobada num estado enorme. O estado de Utah, apesar de ter muito que ver, e bastante bonito, nao é decididamente um sitio onde gostasse de viver. Foi uma cidade fundada por mórmones há nao muito tempo atrás e ainda hoje desempenha um papel extremamente importante na sua religiao.
A nossa primeira paragem seria em Temple Square, um recinto vedado na qual existem umas quantas igrejas e o tabernáculo, outro local de culto. É uma área bonita, relaxante, que apesar de no meio da cidade, convida à meditaçao. E nao, nao descobri nenhuma veia religiosa :)
No meio de fontes, jardins e estátuas, deparámo-nos com uma estátua que visa homenagear aqueles colonos que nao tendo dinheiro para comprar um animal de tiro para puxar a carroça, a puxavam eles mesmos, ao longo de milhas e milhas, por terrenos inóspitos e tudo menos nivelados. Foram homens e mulheres assim que construíram este estado e há que lhes reconhecer o valor.
A próxima paragem seria o capitólio, um edificio que apesar de parecer antigo, tem menos de um século de existência. Nele têm lugar várias actividades do governo, sendo a sede de outras tantas instituiçoes. A grandiosidade do edificio repercute-se tanto por fora como por dentro, nao diferindo de tantos outros edificios que podemos encontrar na europa. A maior diferenã, as pinturas, religiosas na nossa realidade, aqui, mais relacionadas com a criação do estado de Utah.
Depois de visto o essencial, porque apesar de pequena a cidade tem algo mais que oferecer, dirigimo-nos para sul, para aquela que viria a ser a nova paragem: Bryce Canyon. Este parque viria a revelar-se como a maior surpresa de toda a viagem, ocupando um lugar de destaque entre os meus favoritos. No decorrer da planificaçao da viagem, foi posto umas quantas vezes de lado, alternando com Zion, outro parque nacional. No entanto, depois de conversar com algumas pessoas, decidimo-nos a visitá-lo. E sabem? Foi das decisoes mais acertadas que fiz nos últimos tempos.
A maioria da viagem foi feita numa autoestrada. Uma paisagem monótona, pecorrida a grande velocidade, com pouco, ou nada que ver, à excepçao de algo que nunca tinha visto: campos de alfazema.
A maioria da viagem foi feita numa autoestrada. Uma paisagem monótona, pecorrida a grande velocidade, com pouco, ou nada que ver, à excepçao de algo que nunca tinha visto: campos de alfazema.
Saímos da autoestrada e fizemos umas quantas milhas ao longo de campos bastante inóspitos, que me fizeram interrogar como é que as pessoas ali conseguiam viver. Calhaus, umas pequenas árvores e arbustos ressequidos e algumas vacas e cavalos esqueléticos, que mal se tinham em pé. Antes de chegar ao parque, Red Canyon, um pequeno parque escavado pelos elementos, pequenino, mas bastante bonito.
Por fim, já perto das 5 da tarde, chegámos ao parque. Parámos no parque de campismo, montámos as tendas, e enquanto devorávamos o almoço estudávamos avidamente os mapas para decidir o plano de viagem, pois todos os minutos contavam. Este é um parque relativamente facil de fazer: só há uma estrada de perto de 20 milhas; chegando ao fim, volta-se para trás, pois nao tem saída. De um dos lados, florestas, do outro, com inúmeros miradouros, o verdadeiro canyon. Paisagens assombrosas e de tirar a respiraçao a qualquer um.
Começava o sol a por-se e as cores a acentuar-se, os vermelhos mais intensos, mais quentes. Começávamos também a subir, uma subida longa e dura, que logrou fazer abrir uma bela torneira de sangue desde o meu nariz. Se já íamos a um passo forte, nao queríamos fazer o resto da subida de noite, com o sangue fomos ainda mais rápidos: no parque existem ursos, nao grizzly, mas ainda assim de uma espécie que nao diz que nao a um belo presunto português.
Chegávamos ao fim do nosso dia, um dia longo mas um dia bonito. Fomos para o parque de campismo, acendemos a fogueira e com um belo jantar e umas cervejas frescas disfrutámos da noite, até que o cansaço e a responsabilidade se apoderaram de nós e nos fizeram ir dormir. Afinal, um dos "must see" do parque é o nascer do sol, e este sairia às 5 da manha do dia seguinte...
Brutal...! :) Grande viagem esta ah?
ResponderEliminarwww.apenasporquesim.blogspot.com