terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Harlem Globetrotters @ Notre Dame

Embora já com umas semanas de atraso, aqui ficam a entrada dedicada aos famosos Harlem Globetrotters. Quem nao se lembra daqueles desenhos animados da Hanna-Barbera, num já longínquo passado? Eu lembro... e foi graças a esses desenhos que esta equipa ficou no meu imaginário, até ao dia em que soube que vinham até Notre Dame para um jogo. Primeira acçao: procurar companhia para ir ver o jogo. os suspeitos do costume, Piero e Hilary foram fáceis de convencer. Erin nao tao fácil e ainda se riu na minha cara a dizer que era para crianças. Sebástian e Leticia... coisa de poucos minutos. Será pela minha inata habilidade para convencer as pessoas que me chamam "enabler"? :)

Sexta-feira à noite, lá nos dirigimos nós até ao centro de desportos. Nós e mais uns quantos milhares de pessoas. Apesar de nao estar casa cheia, as bancadas apresentavam-se bastante coloridos, sendo na sua maioria famílias com a sua descedência. mas, como dentro de cada um de nós existe uma criança, e como a minha se recusa a crescer, lá estávamos nós a marcar presença.

O jogo é todo um espectáculo, um "show americano", destinado a fazer dinheiro em troca de entretenimento. Enormes bancadas com os produtos oficiais (uma mera camisa custava mais de 70 dólares), pipocas e mais umas tantas "iguarias" americanas.

Enquanto o jogo nao começava, uma das mascotes dedicava-se a fazer tropelias no campo. Dançou várias músicas, sempre com uma coreografia, das quais vos deixo uma bem famosa música.





Alguém a reconhece? :)

Ao fim de algum tempo, lá entra equipa. Entram em grupo, no meio de uma grande ovaçao e de uma cortina de fumo. Colocam-se em círculo no meio do campo e um a um sao apresentados, enquanto fazem alguns malabarismos.






Alguém se anima a fazer o mesmo?!

Acabadas as apresentaçoes, tempo para aquecer. Mas, claro está, como sao os Globetrotters, o aquecimento nao é normal. Dedicam-se uma vez mais a mostrar todo o seu arsenal de truques e malabarismos, para gáudio dos espectadores.




Por fim, começa o jogo. Quem é o oponente? Os Generals. A equipa que ano após ano, nos últimos anos, tem acompanhado os Globetrotters nas suas digressoes, quer internas, quer internacionais. Pelos vistos nao sao uma equipa qualquer, mas sim as reservas da equipa principal, aquela que dá acesso à tao almejada camisa dos Globetrotters. O jogo em si, acaba por ser uma palhaçada constante. De básquete, pouco ou nada se vê, muito espectáculo sim, mas aquele respeito pelas regras... regras?! Nao existe cá disso... Desde gozarem com o árbitro, com os jogadores adversários até cenas de hipnotismo por parte do treinador adversário, houve de tudo um pouco.


Quem necessitava de óculos? O árbitro...



Acabados os dois primeiros quartos, vem o intervalo do jogo. Para alguns, tempo de uma rápida corrida à casa de banho. Para mim, tempo para me imiscuir um pouco mais na cultura norte-americana e comer mais uma das coisas típicas dos dias de jogo ou de festa. Desta vez, experimentei um "shaved ice". O que é? Basicamente gelo regado com xarope de fruta ou de qualquer outra coisa. Doce sim, hiper-mega-supercalórico também, mas... nao penso repetir. É daquelas coisas que uma vez basta.

Enquanto os jogadores descansavam, no campo era a hora dos patrocinadores, e da interacçao com o público em geral. As criancinhas dos assentos colocados ao longo das linhas laterais (bastante mais caros que os já caros bilhetes que comprámos nós) eram as principais visadas (havia que fazer render o dinheiro pago...).

A segunda metade, mais do mesmo. Muito espectáculo, pouco jogo. No final, o marcador apenas interessave, embora, obviamente, se soubesse de antemao quem tinha ganho o jogo. Nao me lembro se alguma vez foram a Portugal ou nao, mas é uma daquelas coisas que acho que vale a pena ir ver, só para se ter mais uma nova experiência. Depois do jogo, tempo para umas cervejitas e uma sandes no bar Legends of Notre Dame. No dia seguinte, sábado, levantar-nos-iamos às 7 da manha para ir passar o fim de semana a Chicago...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um dia do melhor...

Como prometido, volto às actualizaçoes do blog, que tentarei que sejam pelo menos uma vez por semana, se bem que, haja muito que ainda nao contei. Depois de um Sábado de relativo descanso, com um pouco de trabalho e umas quantascervejas (más) no Bar Louie, tocou acordar cedo, para decidir o plano para o dia. E porquê decidir as coisas tao em cima da hora? Porque aqui o Inverno tem sido duro, e tinhamos um alerta de tempestade de Inverno para o dia de hoje. Vistas as previsoes, lá decidimos encontrar-nos às 9h. Tempo para uma paragem estratégica para retirar uns dólares e para comprar uns donuts acabadinhos de fazer (quentes e tao, mas tao saborosos...). Metemo-nos a caminho e 68 milhas depois lá chegámos ao destino: Pokagon State Park, em... Angola :) E o que nos levou lá? Nada mais nada menos que um tobogan bem grande, como podem ver nas fotografias. Haviam umas "quantas" pessoas, e a fila avançava com uma lentidao exasperante. Em duas horas, conseguimos descer apenas 3 vezes... mas cada uma melhor que a outra. Tendo em conta que éramos 5, alugámos duas pranchas, numa iam as duas raparigas, na outra os 3 rapazes (uma equipa de "peso").

Gracejando gracejando, lá chegámos ao topo da escada. Desde aí, a pista já nao parecia tao pequena, nem tao simples de descer. Engoliu-se em seco, acabaram-se as piadas e lá nos colocámos preparados para descer. Numa palavra: impressionante. É uma sensaçao espectacular descer aquela pista a uma velocidade tao grande (segundo o radar atingimos as 34 milhas por hora!!).




Ao fim das 2 horas, estávamos, obviamente, esganados. A próxima paragem: a Buffalo Wild Winds Preserve, uma reserva que alberga bisontes americanos e onde os podemos comer também :) depois de nos termos perdido, passado por umas quantas igrejas das mais variadas religioes (aqui qualquer um pode começar a sua religiao), lá chegámos à reserva. Já só tinham hamburgueres, mas... souberam de maravilha. Ocasionalmente compro carne de búfalo e faço-a grelhada, e é uma carne bastante saborosa. Já de barriguinha cheia, lá nos metemos na caixa de uma carrinha e fomos para o meio da reserva, entrando no curral dos bisontes. Apesar de nao podermos descer, estivémos mesmo no meio deles. Tínhamos um guia bastante bom, que nos ensinou umas quantas coisas sobre os bisontes. Falámos bastante e a minha veia veterinária veio ao de cima, tenho "mergulhado" um pouco no bisonte como animal de interesse pecuário. Sao animais bonitos, curiosos e bastante inteligentes. Afinal, como o guia disse, ele apenas ali estao porque querem, conseguem perfeitamente fugir dos locais onde estao, conseguindo mesmo desenroscar alguns cadeados usando a língua. Nao foram criados como animais de criaçao, sao animais selvagens que ali foram parar. Têm personalidade e sao capazes de resistir a condiçoes ambientais extremamente variadas. Nao sabia, mas o pelo deles é tao bom isolante, que no local onde dormem, a neve nao derrete!

Aqui ficam umas fotografias. Sei que nao é o mesmo que vê-los ao vivo, mas... espero que os cons

Entrada da reserva

Um banco invulgar

Pele de bisonte... quentinha :)









sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ausências...

Já lá vai um bom tempo sem escrever o que quer que seja no blog. Nao por falta de actividades, que têm sido umas quantas, mas mais bem por um cansaço extremo e um humor no final do dia que invariavelmente me fazem acabar por nao escrever nada. Este fim de semana vou actualizar o que tenho andado a fazer, desde a primeira (e única) aventura no ski, assim como fotos do lago Michigan congelado e mais umas quantas..