segunda-feira, 27 de abril de 2009

A universidade




Vulgarmente conhecida como University of Notre Dame, o seu verdadeiro nome é University of Notre Dame du Lac, o que atesta nao só a sua origem francesa mas também a presença nao de um, mas sim de dois lagos no seu campus universitário. Fundada em 1842 por um padre francês enviado para fundar a mesma e educar os nativos americanos, é uma universidade de orientaçao predominantemente católica. Posui hoje 1250 acres, os 2 lagos de que já vos falei, 138 edifícios e um valor, segundo a sua página oficial (http://www.nd.edu/) de 2,8 mil milhoes de euros.




Este é um resumo da história apresentada na página da universidade. Mas o que é que realmente interessa reter desta instituiçao? O seu campus é imenso e na verdade, percorrê-lo a pé, pode ser uma tarefa morosa (http://nd.edu/campus-and-community/campus-map/pdfs/Campus_Map.pdf). Para tal, existem uns autocarros pequeninos, forrados a madeira na parte de fora, que asseguram o transporte intra-campus. E embora me digam que é um campus semelhante ao de tantas outars universidades americanas, na europa (nao que conheça muito) só conheço, de certa forma semelhantes, as Universidades de Oxford, Cambridge e St. Andrews, no Reino Unido. O verde é a cor que predomina, assim como o castanho que forra os diversos edifícios, de aspecto antigo mas bastante recentes. Edifícios que se destaquem sao a biblioteca (imensa) assim como duas torres de uns 7 andares (confesso que nao os contei, mas assim de memória é o que me parece que têm) e a torre da igreja, cuja cúpula é forrada a ouro (sim, ouro). De resto existe um estádio com capacidade para 82.000 pessoas, para futebol americano (a equipa daqui é uma das referências do futebol americano universitário nos EUA, vários edifícios com instalaçoes desportivas, como um ringue de hóquei no gelo, basquetebol, duas piscinas, uma das quais olímpica - 50 metros e vários campos de desportos. Existem vários edifícios nao só de aulas e laboratórios, senao também dormitórios. A grande maioria dos estudantes nao tem porque sair do campus para estudar e viver. Ah, e uma imensa quantidade de parques de estacionamento, específicos para alunos, empregados e como nao podia deixar de ser, membros da direcçao. Mas aqui, também o dos funcionários e professores tem uma cancela com cartao, em nada diferente dos estacionamentosda direcçao (de repente surgem-me vagas memórias de certo e determinado estacionamento...).




Para além de tudo isto, ainda existe comércio (!). Um minimercado, burger king, pizzaria, subway, um banco, agência de viagens e um cabeleireiro. E tendo em conta que cada estudante daqui paga perto de 56.000 dólares por ano, existem, para além de uma série de comodidades e regalias, umas magníficas salas de convívio, com uns óptimos sofás, écras de televisao, etc.




Voltando ao campus (sim, admito, estou enamoradíssimo disto), um breve passeio pelo mesmo permite a obsrvaçao de vários esquilos, que caso lhes estendamos comida nos vêm comer à mao. Existe um grande cuidado arquitectónico, com diversas árvores, muitas delas floridas neste momento, flores (predominantemente várias variedades de túlipas) e uma relva imaculada. Relva esta, pejada de gente em fato de banho quando sai o sol (as americanas rivalizam com as canárias na quantidade de roupa que levam em cima).




Para quem quiser fazer uma viagem "virtual" ao campus, basta seguir o link: http://nd.edu/campus-and-community/sights-sounds/virtual-tour/

domingo, 26 de abril de 2009

Um novo código postal (2 de Março de 2009)


Há dias descobri um pequeno tesouro há muito esquecido. No longínquo ano 2003, acabadinho de chegar a las Palmas de Gran Canaria, tinha decidido criar um blog, ao que orgulhosamente chamei de "Las Palmas". Foi sol de pouca dura, pois não durou mais de uma semana e a sua difusão limitada a uma pessoa, eu mesmo. Sobre as cinzas desse blog, surge hoje um outro, motivado pela minha eminente ida para um novo país, os EUA. Esperemos que dure mais que o anterior e que consiga ter ao menos um leitor.
Depois de uma breve e enriquecedora experiência em Coimbra, eis que parto numa nova aventura. Dois anos, nas terras do Tio Sam. Se é para voltar? A ideia é essa, mas o tempo o dirá... depende de como corram as coisas por lá, mas também por cá. E o que ficou de Coimbra? Infelizmente não posso dizer que tenha sido a experiência mais interessante que já tenha tido. Ganhei um bom estofo como professor, hoje sinto-me muito mais à vontade para falar em público mas também para ensinar.
De Coimbra levo muito pouco, creio que nunca levei tão pouco de um sítio onde tenha estado. É certo, foram 18 meses, "apenas" 18 meses. Amigos, alguns, que estarão sempre comigo, e aos quais terei que agradecer o terem tornado menos difícil esta estada por cá. E como alguns sabem, levo também alguém especial, alguém que neste momento poderá também estar a ler estas linhas. Alguém que me fez aprender muito e engolir muita coisa que disse de boca cheia. Isso, riam-se... eu também o faria se não me sentisse tão triste com tudo isto. O que nos vai acontecer? Pois... o tempo o dirá. Sei o que gostaria, mas embora o futuro o façamos nós, não o fazemos sozinhos. Veremos.
E bem... com os pensamentos desta noite, declaro oficialmente inaugurado este blog: "Um novo código postal". Um novo código postal, mas a mesma pessoa. Uma ideia retirada de um filme, confesso não ser o autor da mesma... Veremos quanto dura, quantos me lêm... mas aqui ficarão ideias, medos, dúvidas e tudo aquilo queme acompanhará nos próximos tempos...