domingo, 31 de maio de 2009

A fauna

Como penso ter referido num dos primeiros emails que enviei, quer na universidde, quer aqui no complexo onde vivo, abunda a fauna. Desde mamíferos como esquilos, coelhos e ratos almíscarados, a aves várias, como cisnes, gansos, patos e uma série de outros pássaros, dos quais gostaria de destacar um pequeno e vermelhinho que se chama "cardinal", há um pouco de tudo. Deixo-vos alguns vídeos e algumas fotos que fui fazendo... Lamento os poucos comentários às fotos e estarem tao fraquinhos... faltaram-me os companheiros do Congresso de Herpetologia, Maria José e Zé Miguel... comentários como os nossos sao de categoria ;)

Coelho? Lebre? A verdade é que nao sei que seja, mas acredito que a Maria José saiba? Zé, que me dizes? Lebre ou coelho? Só sei que lhes chamam "qualquer coisa de cauda branca". Sao simpáticos e nao fogem de nós. O sítio onde vivo está cheio deles e vêm-se durante todo o dia. Ao fim da terde é vê-los aqui junto ao lago a comer :)


Gansos. Uma praga, na minha opiniao. Fazem muito barulho, sujam muito... nao saem atravessar nas passadeiras, obrigando os carros a esperar que acabem de atravessar... esperem lá, mas se nao há passadeiras...

"Hum, comidinha..."


"¿Tás a olhar, é? ¡Olha que tenho raiva!"

Fotos e vídeos de esquilos... amorosos, encontram-se sobretudo na universidade. Há quem se arrisque a dar-lhes de comer à mao. Eu, gostava, mas infelizmente há raiva nos EUA e nao me apetece ter essa experiência... já me basta ter coabitado com uns quantos estudantes com a gripe suína. Dizem que quando as pessoas comem nos jardins, se servem directamente dos sacos... nao sei, infelizmente ainda nao vi, mas prometo tirar fotos ao primeiro que veja fazer isso!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

"Spelling bee"

Cada dia que aqui estou, passo por novas experiências, vejo coisas novas que me faem lembrar que de facto estou num país diferente do meu, em costumes, formas de estar, enfim, toda uma série de coisas. Hoje nao foi excepçao: vi algo que só tinha visto em desenhos animados, sobretudo nos Simpsons. Quem nao se lembra da Lisa Simpson, aquela menina ictérica e "sobredotada" que tantos risos nos arrancou? Para além das notas arrancadas ao saxofone as lutas com o irmao, as preocupaçoes com o futuro do mundo... mais do que um episódio a vimos soletrar palavras, e lembro-me incluso de um deles em que participa num concurso. Sempre pensei, ou melhor, sempre assumi, que aquilo seria coisa de desenhos animados. Mas nao. Hoje ao almoço, enquanto devorava um hamburguer (como sinto a falta da minha sandes americana e do vitaminas...) no Lafortune (um edíficio com banco, restaurantes e salas de estar para os alunos) vi, numa televisao nacional, um concurso, a que chamam "Spelling Bee", que nao era mais nem menos que o tal concurso de soletrar! Confesso que fiquei embasbacado a olhar para aquilo, mas também nao era o único. Havia mais gente a ver aquilo, atrevo-me até a dizer que quando passam os resumos de desporto, ligam menos à televisao!

Ora vejam o vídeo abaixo, acreditem que merecea pena que percam uns minutitos com ele.





Palavras difíceis ein? Quantos de nós seríamos capazes de as soletrar daquela forma? Poucos, penso... e agora olhem bem para os concursantes. Crianças, normalmente de 12-15 anos. No programa de hoje, eram todas de ascendência indiana ou sul americana, neste talvez haja mais variedade. Segundo a minha colega Hillary, com quem me fartei de rir a contar o que tinha visto, disse-me que os americanos nao participam nisso... vá-se lá saber porquê :)


Fico espantado com as palavras que miúdos desta idade conseguem soletrar, com o impacto que este tipo de programa tem nos americanos! Gostava sinceramente de ver este tipo de programa em Portugal... com miúdos e graúdos... adoraria ver alguns políticos, jornalistas e professores a participar... garanto, programa de baixo orçamento, mas com muitos risos à mistura. E talvez, talvez, se conseguisse educar um pouco a nossa gente...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Google maps

Ok, como prometido em mail anterior, fiquei de vos enviar as coordenadas do google maps, para que pudessem fazer uma visita "virtual" aqui pela zona. Entao, só têm que ir a http://maps.google.com/ e procurar "Osage Lake drive, Mishawaka". Há de vos sair um sinal verde a indicar. Assim, arrastam o bonequinho cor de laranja que está do lado esquerdo da imagem e colocam circulo que se forma em volta do sinal verde. Hao de ir para uma rua, que é a minha rua. Se se deslocarem para norte, carregando nas setas brancas que há no chao, depois de 4-5 écras, vao ver do vosso lado esquerdo uma carrinha branca enorme, estacionada. Pois o meu edificio é o último do lado direito. Hao de ver um carro bordeaux à porta :) Por cima dele podem contra 3 janelas, a minha é a do meio. Divirtam-se!!

Morone chrysops

Mais uma experiência gastronómica, desta vez um peixe essencialmente de lago, mas também de rio cujo nome é Morone chrysops ou vulgarmente chamado "White bass".
Pena que em Portugal ainda ninguém se tenha lembrado de fazer criaçao aqui deste amigo, pois é um peixe bastante saboroso, de sabor muito fino e de certa forma semelhante ao da Choupa. Quiçás tenha tido sorte, pois desta vez era peixe selvagem, e nao de aquacultura, mas verdade é que me convenceu :)
E segundo consta é um peixe particularmente frequente nestas zonas e bastante apreciado pelos colegas pescadores... Entre isso e que descobri que a Universidade tem uma equipa própria de pesca, já imaginam eheh

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A arte de montar uma casa à "Americana"

Que os Americanos sao um povo desenrascado, já eu sabia. Na falta de petróleo lá desencantam umas armas químicas no Iraque, na sua (in)capacidade de gerir os seus problemas, inventam um eixo do mal. Mas nem só em coisas grandes e à escala global esta capacidade se manifesta.
Um hábito que aos nossos olhos, pelo menos dos povos latinos, pois os nórdicos nao conheço com tal pormenor, é um imenso mercado da segunda mao, que se manifesta nao só pelas famosas "garage sales" (como nos Simpsons, em que uma rua/comunidade decide em certo dia por à venda todos os trastes que encontram, chegando mesmo a meter anúncios nos jornais e filas à porta dessas mesmas garagens a partir das 7 da manha), por vários tipos de lojas em segunda mao, e, sobretudo quando se mudam e nao estao para se chatear muito, meterem as mobílias perto (e nao dentro) dos contentores do lixo. Assim, todo aquele que vê algo interessante só tem que se aproximar e agarrar. Mas até nisto há que ser rápido, pois pouco tempo depois de serem colocados, e sobretudo se forem coisas boas, pura e simplesmente voam.
Como para além do meu trabalho, se pretende que me imiscua um pouco na cultura americana, também eu tive a "possibilidade" de participar nesse costume. Domingo, 10 da noite, toca o telefone. Atendo: "Nuno, como estás? (isto foi dito em castelhano, mas para facilidade passo a traduzir :)) Sabes porque te telefono? Acabam e meter aqui à porta de casa umas mobílias, que estao óptimas. Devias cá vir ver.". E lá vai o Nuno (para quem nao reconhece tal personagem, sou eu, aqui conhecem-me por Nuno), de noite, a maldizer a vida, pois fazia um frio de rachar, a ver que material tinha chegado. Bem, de tudo o que lá estava, acabei por trazer uma mesa para o computador. Confesso que foi bastante constrangedor, chegar, olhar, mexer, a ver se as coisas se aguentavam de pé, agarrar e ir-me embora com uma mesa debaixo do braço. Foi mesmo muito estranho. Mas... nos dias seguintes comecei a ver muita gente a fazer o mesmo, o que de certa forma me fez sentir menos mal. Esta sexta feira, de novo, outro telefonema, desta vez por um sofá. Um sofá quase novo disse-me o Sebástian (colega Argentino). Lá fui eu, nesse dia chovia, ver o tal sofá. Era certo, se nao era novo, pouco faltava. Lá o carregámos para minha casa e depois de o ter secado ao longo da noite de sexta e no sábado, gasto uma lata inteira de espuma de limpeza produnda, escovado até me doerem os pulsos e uma boa aspiradela... ganhei um novo sofá :) bonito e cómodo...
Como poderao ver, abaixo seguem duas fotos, datadas, da minha sala. Já começa a parecer uma casa... e para quem já me está a imaginar a carregar uma televisao, cadeiras e lâmpadas pela calada da noite, sinto muito desiludir-vos, mas nao chego a tanto. Os candeeiros roubei-os a uma velhinha, a televisao estava esquecida num carro aberto... :) mentira, entre coisas compradas e emprestadaslá se vai montando a casa. E, brevemente, contarei com mais umas aquisiçoes: mesa e cadeiras para comer. Também aqui, pelo menos no meio em que estou inserido, professores, pós doutorados, estudantes... sempre que se vao embora oferecem/vendem parte daquilo que têm. Estas mobílias virao de um casal argentino que trabalha na universidade e que voltam para a argentina. Conheci-os, e lá fizemos negócio... a verdade é que com um pouco de tempo, relativamente pouco dinheiro e uma mentalidade à americana (porque nao consigo imaginar isto no nosso Portugal), vai-se montando a casa, e metendo-a nao só mais agradável para estar, senao preparada para aqueles que me quiserem visitar :)


04-11-2009
05-18-2009

domingo, 10 de maio de 2009

¿Porquê?



Pergunta do dia: porque é que quando as coisas se começam a compor a um nível, descambam completamente no outro?

Ictalurus punctatus

Ictalurus punctatus, ou peixe gato dos canais, é o nome que os americanos dao a este simpático peixinho, de aspecto um tanto quanto diferente daqueles peixes que vamos conhecendo. E porque decidi dedicar-lhe umas linhas? Pois porque este fim de semana tivemos um encontro gastronómico, eu e ele :)
Nos últimos anos carne era coisa que comia muito raramente. Lá ia comendo de vez em quando, mas aquilo com que realmente me deliciava era com peixe, sobretudo desde que comecei a pescar. No entanto desde que vim para os EU, limitei-me a 3 refeiçoes de peixe: salmao, truta (deliciosamente preparada num restaurante) e atum (em água, aqui nao há o hábito de o comer em azeite). Este fim de semaa lá me enchi de coragem e fui até à secçao de peixe do supermercado. Primeiro problema, ao chegar, foi saber que raio de peixes eram aqueles. Ok, bacalhau, salmao e truta ainda lá chego. Ms perca amarela? Só percas há uma série delas... halibut (penso que seja um peixe muito grande que vi pescar no Alaska), seabass (sempre ouvi dizer que era robalo, mas se aquilo era robalo eu falo chinês fluentemente) e mais umas coisas de nome impronunciável (e cuja traduçao nem sei fazer). Ah, e claro está, o nosso amigo Ictalurus punctatus :)
Lá pedi ajuda ao rapaz que lá estava e optei pelo peixe gato. Duas postas de uma coloraçao rosada que podem ver numa das fotografias abaixo. A pele, sem escamas, semelhante ao nosso safio/congro. Escolhi as postas e foram-me entregues muito bem embaladas, num pacote de papel que muita confiança nao me inspirou. Achei foi graça ao pacote, pois para além de ser de papel, a etiqueta dava várias instruçoes de manuseamento do peixe, assim como uma tabela com dados nutritivos.
Dado que nao estou habituado a comer peixe de rio, procurei na internet umas quantas receitas para este peixe. Muitos molhos, muitos fritos, achei que nao ia conseguir apreciar o verdadeiro sabor do peixe, certo? Além de que um bom peixe é sempre bom, mesmo das formas mais simples. Decidi fazê-lo grelhado, tendo ficado com o bom aspecto que podem apreciar. Sabor... agradável, mas sabia um bocadinho a lodo. Comprendo o porquê dos molhos :) uma carne que numa posta era idêntica à da maioria dos peixes, na outra parecia borracha, como o safio. Libertou tamém uma série de gordura... Se é para repetir? Nao o descarto totalmente, mas penso experimentar outros peixes... irei contando como correm as experiências :)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A máquina

Custou, mas já cá canta. Sou desde há uns dias o feliz proprietário de um veículo motorizado. Procurar carro revelou-se uma tarefa bem mais difícil do que aquilo que tinha previsto, ou pelo menos encontrar um carro que estivesse em boas condiçoes, relativamente novo,com poucas milhas, um tamanho aceitável para um europeu (os carros aqui sao como os americanos, enormes, para além de se "alimentarem" muito bem) e, claro, um preço acessível.
A grande maioria dos carros à venda ou eram muito velhos (mais que dez anos), possuiam demasiadas milhas (fazendo a conversao vi carros com perto de 300.000 km) ou eram muito novos e com poucas milhas. Ou seja, ou muito baratos, ou muito caros. No entanto de vez em quando lá aparecia uma boa escolha. Para uma pessoa que sempre presumiu nao gostar nem perceber nada de carros, pelos vistos até tenho bom olho, pois quando me decidi a ir ver uns carros para comprar, tinham acabado de ser vendidos. O exemplo mais marcante foi um que foi vendido duas horas antes de lá ir. Assim que, se algum dia necessitarem de carro, I'm your man ;)

Vendo o tempo passar, estando cada vez mais "aflito" com a falta de mobilidade que possuía, no início da semana lá fui ver mais 3 carros que me pareciam bem, um jipe e 2 chevrolets. Sem serem a oitava maravilha, pareciam-me algo aceitáveis. Quando lá cheguei... novidade... sim, tinham sido vendidos. No entanto lá me mostraram outros carros dentro daquilo que andava à procura e encontrei aquilo que precisava. Um Dodge-B series truck de 1952



Sabe quem me conhece que nunca fui muito dado para os carros. Foi amor à primeira vista e nesse dia já veio comigo para casa :)

Sim, é um carro velho, nao muito bonito, com muitas despesas de manutençao (se é que ainda se conseguem peças para esta relíquia automobilística)... e concordo convosco, também nao o compraria :) apenas vi esta maravilha à venda e nao resisti a pregar uma partida...

Realmente o que comprei foi um Pontiac Gran Am de 2001. Um motor de 3.4 litros, 6 válvulas e 175 cavalos. E nao, nao penso que seja exagerado... é até um carro bastante modesto para o que sao os padroes americanos! Para quem se pergunta quanto gasta, dizem que algures entre 8-12 litros por 100 km (isto de pois de fazer a conversao da medida que eles usam, que é de milhas por galao de combustível, mas isso será outra história para mais tarde...). Aqui fica entao uma foto do meu carrinho.



segunda-feira, 4 de maio de 2009

Uma questao de peso


É um facto que todos temos na cabeça, para além dos diversos estudos que saem frequentemente e que assim o atestam, que o povo americano é um povo, digamos, de peso. Gostava de vos falar um pouco deste aspecto, e para tal falarei do americano extra-universidade, pois o intra-universidadeé, na maioria dos casos, um americano algo diferente, ou nao pagasse, só em propinas, perto de 56000 dólares só para cá andar.

Sim, sao enormes. E quando digo enormes, refiro-me nao só à altura, mas sobretudo à sua largura. Homens, mulheres, crianças... todos eles possuem um excesso de carnes que apenas tinha visto e de forma muito esporádica numa pequena amostra da populaçao, quer em Portugal quer em Espanha. Entre eles, com a minha barriguinha, até me sinto uma pessoa deveras elegante. Suponho que hajam vários factores que contribuam para tudo isto.



O primeiro, é que nao se mexem se nao houverem carros. O americano é um povo sedentário, pouco dado a grandes aventuras pedestres. Isso sente-se muito no modo como nos olham quando andamos a pé na rua: normalmente quando faço compras, atravesso uma rua e estou no supermercado; no entanto a quantidade de pessoas que olha com cara de parva é impressionante. Quando cheguei disseram-me: "Nuno, aqui se virem uma pessoa a pé, ou pensam que é mesmo muito pobre, um indigente, ou que tiveste algum azar com o carro, e mesmo assim toda a gente tem telemóveis, pelo que nao se afastam dos carros".

Depois, aqui, tudo se vende em tamanhos grandes. As garrafas de bebida têm normalmente 591 ml, no mínimo, os pacotes de batatas fritas e demais salgados sao enormes (à excepçao de algumas máquinas, nunca vi daqueles pacotinhos pequeninos que a matutano vende), os frutos secos idem (vi incluso pintarolas misturadas com nozes e amêndoas), os m&m sao vendidos quase ao kilo, os gelados... nem todasas marcas, mas há umas que vendem literalmente baldes de gelado... nao só no tamanho dos produtos alimentares, senao também no seu sabor se nota. O americano gosta das coisas doces. O fim de semana pasado decidi comprar uma pizza. Até aí tudo bem... até a ter metido à boca e ter sentido que a polpa de tomate era doce (!!!!!). Os iogurtes, mesmo os magros, adoçados com edulcorantes, sao extremamente doces. Sinto a falta do sabor ácido do tomate ou do iogurte que tao facilmente encontramos em Portugal.

Outra coisa curiosíssima, mas que já me tinham comentado, é o que acontece nos restaurantes e locais de comida rápida. Nos primeiros, pedimos uma bebida e os empregados encarregam-se de manter os copos cheios, desde que no alcoólica. Nos segundos, nao nos dao a bebida. Dao-nos um copo e somos nós quem se serve nas máquinas, quantas vezes quisermos. E tendo em conta que, por exemplo, no Burguer King o tamanho médio é o maior que vi em Portugal...

Por fim, uma última curiosidade. Nos supermercados, pelo menos na cadeia Wall Mart, existem uns carrinhos com motor eléctrico, para as pessoas se deslocarem dentro das instalaçoes. Supoe-se que sao carrinhos para pessoas com algum tipo de menos valia, ou deficiência física. Mas sao os obesos os que mais os utilizam, e garanto-vos, olhar para o que aquela gente leva nos carrinhos... mais vale comprarem pacotes de kilo de açúcare comerem às colheres (o que me faz lembrar de uma coisa, a manteiga de amendoím vem nuns frascos XXXXXXL :)). Ah, pois... mas aqui se fores obeso dao-te uma etiqueta para o carro de como és menos válido...

País curioso...




domingo, 3 de maio de 2009

Saudade

Dói e nao é pouco... sinto a tua falta :(

Fim de semana


Mais um fim de semana nesta animada cidade de Mishawaka, Indiana. Se houvesse uma parvónia, isto seria o que de mais parecido haveria. Nao se faz absolutamente nada, pelo menos nada que nao exija transporte para deslocaçoes. Para além dos jogos do sporting (tristeza), barcelona (grande jogo), este fim de semana na fiz nada para além de umas compras de de longas horas em videoconferência para Portugal. Uns quilómetros a sul houve o famoso Kentucky Derby, uma corrida de cavalos com vários anos de existência, que adorava ter ido ver. Infelizmente só soube demasiado tarde, quer para arranjar onde ficar, quer para tratar de toda a logística da deslocaçao. Para além disso, faltava a companhia para me lançar em semelhante aventura. Ficará para o próximo ano, aqui tao perto é uma pena nao a ir ver, uma vez que seja.

É certo que a cidade é bonita. Espaçosa, edifícios baixos e agradáveis à vista, ruas amplas... mas nao sao só vantagens. Salvo algumas excepçoes, como complexos de apartamentos como aquele em que vivo, nao existem passeios na maioria das ruas. Ou seja, ou ando na berma da estrada ou sobre a relva. Isto, aliado a uns semáforos extremamente eficientes na manutençao de um trânsito fluido, mas que dificultam deveras um simples cruzar de estrada, nao tornam a tarefa do peao muito simples. Já para nao falar que o espaço livre que torna a cidade tao agradávelm se reflete em grandes distâncias para andar... Isto seria muito fácil de contornar, se este fosse um país civilizado com uma boa rede de transportes. Mas nao é. Na cidade em que vivo, existem umas 3-5 linhas de autocarros. A maioria delas que passa de hora a hora. Horário esse reduzido ao sábado, sendo que ao domingo nem sequer autocarros existem. Carro, bicicleta, trotinete... necessito com urgência de um meio de transporte que nao sejam os meus pézinhos.

Mas voltando às potencialidades aqui do sítio. Pelo que procurei, quer Mishawaka quer South Bend nao se caracterizam pela oferta de muita animaçao aos fins de semana. Existe, claro, a actividade nocturna, que eles próprios dizem na ser por aí além. O que vi, que também nao foi assim tanto, nao me fez querer repetir. Em época escolar, agora complicado pois estao a acabar as aulas, costumam haver jogos de futebol americano, basquete, hóquei no gelo, futebol (do nosso, o bom). Conto ir ver uns quantos, pelo menos daqueles desportos que a nós europeus nao dizem nada, mas que os americanos vibram. E estando Chicago aqui tao perto, com os Chicago Bulls, quem sabe se arriscar uma aventura um dia destes pela NBA :) Dizem (pelo menos as pessoas e os guias turísticos) que uns quilómetros a norte de onde me encontro, existe o paraíso dos pescadores à mosca. Salmao, truta e uma série de peixes que nem sabia existir povoa os rios e lagos daqui. Palpita-me que provarei a pesca à mosca mais cedo do que alguma vez imaginei...