sexta-feira, 10 de junho de 2011

Detroit Redwings vs Chicago Blackhawks

Quando cheguei aos EUA vinha com ideias muito claras quanto a algumas coisas que queria fazer. Uma delas, era ver um jogo de cada um dos grandes desportos daqui: NBA (basquetebol), NFL (futebol americano), NHL (hóquei no gelo), MLS (futebol) e MLB (basebal). No dia de hoje, já só me falta cumprir com o basebol, tendo já visto pelo menos um jogo de cada um dos principais desportos.

Quando quis ver um jogo de hóquei, e tendo em conta que na altura nao tinha propriamente nenhuma equipa favorita, a escolha foi relativamente fácil. Os Detroit Redwings, vencedores de um sem fim de Stanley Cups, a principal e mais potente equipa de hóquei no gelo. A grande questao era onde ir vê-los? Sao de Detroit, a apenas 3-4 horas de distância daqui. Era uma opçao ir até Detroit, uma cidade que, curiosamente, ocupa o meu imaginário e que sempre quis conhecer, nao sem antes ter sido chamado muitas vezes de maluco pelo meus amigos. Outra opçao seria ir até Chicago, onde jogam os Chicago Blackhawks. Mais uma vez era perto, muito mais perto que Detroit. No fim, decidi ir até Detroit com a Maggie.

O jogo era no final de Janeiro e, como nao podia deixar de ser, nevava. Tendo em conta que o jogo era pouco depois do almoço, saímos cedo e metemo-nos a caminho. Detroit fica na costa Este da península inferior de Michigan, uma área que nao conhecia até à data. Há muitos anos era uma cidade vibrante, muito importante, baseada no êxito da indústria automóvel, basicamente General Motors. Nao só em Detroit, mas toda a sua área metropolitana e cidades à volta. Hoje, lidam com um grande desemprego, criminalidade, uma populaçao maioritariamente negra e com baixo nível de formaçao.

O jogo era na nao menos mítica Joe Louis Arena. Quando a grande maioria das equipas joga em arenas ultramodernas, os adeptos desta recusam-se a modernizar a mesma, com medo que a mística se perca. Assim,nada de assentos super confortáveis, uma arena enorme ou as comodidades do século XXI. Só uma pequena arena, acolhedora, em que o pior assento era um bom assento, o ideal para a prática desportiva.

O jogo em si foi um jogo entretido. Muito rápido, dinâmico, quase sem pausas. É daqueles desportos que dá gosto ver e, se nao fosse tao caro, pensaria em ver vários jogos por época... No final, ganharam os Blackhawks num jogo bastante emocionante.



Parte dos títulos conquistados





Depois do jogo, e tendo em conta que era relativamente cedo, decidimos ir dar uma pequena caminhada ao longo do rio que corre em Detroit. Nao é bem um rio, mais bem um canal de ligaçao entre o lago Erie, a sul e o lago Huron, a norte. Do outro lado, Canadá.









Independentemente daquilo que me digam, Detroit parece ser uma cidade com potencial. Gostei muito do pouco que vi da cidade, embora, provavelmente, se deixar a zona segura talvez nao tenha o mesmo discurso. Ainda assim, já tenho planos para lá voltar. Há bons museus que visitar e está mesmo aqui ao lado...

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Chicago Bulls vs Boston Celtics

O dia amanheceu branco e tudo coberto de neve. Só por "mero acaso", este foi o nevao do ano aqui na zona, e um dos maiores de que há registo nas últimas décadas. Estávamos no inverno e isso nao deveria ser nem motivo de surpresa nem motivo de preocupaçao. Mas sim, estávamos preocupados. Com bilhetes na mao há vários meses, víamos o jogo de basquetebol a perigar. Na minha lista de coisas a fazer encontrava-se ver um jogo da NBA. O jogo escolhido foi em Chicago, e opunha os Chicago Bulls aos Boston Celtics. Os últimos tinham sido campeoes no ano anterior, os primeiros chegariam à final da sua divisao neste mesmo ano.






Depois de muito discutir, decidimos meter-nos a caminho. Havia recomendaçoes para que as pessoas nao saíssem de casa, mas, vao lá dizer isso a quatro jovens com fome de ver um jogo :) Além disso, iríamos de autoestrada e estas sao, normalmente, muito bem cuidadas mesmo em situaçoes de forte neve. Com várias horas de antecipaçao, saímos. A neve tinha parado um pouco, mas às poucas milhas de conduçao, voltou a cair com força. Haviam zonas em que era difícil, senao impossível, ver mais do que alguns metros à nossa frente.


Finalmente, lá chegámos a Chicago. Demorámos um pouco mais do que aquilo que seria de esperar, mas chegámos bem e sem demasiados sobressaltos. À entrada da arena, a famosa estátua do mítico Michael Jordan.





Dentro da arena o ambiente era acolhedor. Estava quentinho, muito ao contrário da situaçao a poucos metros  de distância. COmo fomos dos primeiros a chegar, tivémos direito a um "snuggie" da equipa, oferecido por um dos patrocinadores. E em que consiste o famoso snuggie? Imaginem uma daquelas mantas que usamos para nos cobrir quando estamos no sofá, mas com mangas :) uma invençao estranha e nao sei se muito prática, pois hoje, vários meses depois, ainda nao o experimentei (para isso deve contribuir uma bela temperatura de 22-25ºC no Inverno :)) E era tempo para deambular um pouco, e ver como era a arena por dentro. Algumas pessoas famosas, entre as quais o nao menos famoso Scottie Pippen, hoje com mais uns anos e quilinhos a mais :)




Scottie Pippen





Eu e a Maggie















Eu e a "mao" de Michael Jordan... pequenina!!






Será que nos nossos estádios deveriam passar algo semelhante?



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E chegava a hora do jogo. Fomos para os nossos lugares e aguardámos com antecipaçao o começo da partida.

Shaquille O'Neal - é enorme!




Acabava a primeira metade e entravam os animadores (e animadoras em campo). O jogo estava renhido, com várias mudanças na equipa que ia ganhando.








Depois de várias demonstraçoes e jogos, o verdadeiro jogo recomeçou. Perto de uma hora depois e com muita animaçao à mistura, os Bulls levaram os Celtics de vencida. Era tempo para voltar a casa numa viagem que roçou a loucura. A neve voltara a cair com força, e conduzir à noite, com a neve a vir de frente, faz-nos sentir como numa das naves da guerra das estrelas, em que cada floco de neve a reflectir luz parece ser uma estrela ou outra nave... O jogo, valeu a pena, foi mais uma experiência que tive e mais uma coisa que pude remover da minha enorme e infindável lista. No entanto, continuo sem ser um fã do basquetebol. O nosso futebol, hóquei no gelo ou futebol americano sao mais do meu gosto...