Caiu a, há muito esperada, bomba em Notre Dame: Charlie Weis, o treinador da equipa de futebol americano durante os últimos anos, caiu em desgraça e foi despedido. Não se esperava outra coisa depois de uma época com 6 vitórias e 6 derrotas. Mas porque abro eu este post com a notícia do despedimento do treinador? Porque embora já tivesse tido uma ideia, só nos últimos dias tive a verdadeira noção da grandeza e importância de Notre Dame no futebol americano universitário. Apesar do medíocre rendimento da equipa na última época, e de não ganhar um campeonato há mais de 20 anos, o despedimento tem tido uma imensa repercussão a nível nacional.
Mas bem, para além das notícias, tive a oportunidade de presenciar ao vivo um jogo de Notre Dame. Foi há duas semanas, frente a Connecticut, uma equipa bastante mal classificada e teoricamente inferior a ND. Com os bilhetes comprados com um mês de antecedência, o dia amanheceu bonito. Tivemos sorte, porque nos últimos anos, à data do jogo, já costuma haver neve. Estava bonito, mas fresquito. Ainda assim, com a animação, apenas sentíamos o frio :)
Os dias de futebol aqui nao se limitam a ir ver o jogo, há toda uma série de rituais. Desde as 8 da manha, as pessoas começam-se a reunir para o chamado "tailgate", que não é mais que montar o estaminé e comer e beber até à hora do jogo. Se em Portugal teríamos as bifanas e o garrafão de tinto, aqui têm a cerveja, salsichas e até pizzas! É incrível o artilhados que vêm, alguns até com geradores para alimentar o sistema de som. É toda uma festa... O local designado para pelintras como nós (que "só" pagam 74 dólares por bilhete) foi Whitefield, perto da Universidade. Quem compra os melhores bilhetes e tem bilhetes de época, pode parar nos estacionamentos do campus, muito mais perto. De todos modos, deve ser das poucas vezes que se pode beber álcool na via pública e sem pudor nenhum...
Mas bem, para além das notícias, tive a oportunidade de presenciar ao vivo um jogo de Notre Dame. Foi há duas semanas, frente a Connecticut, uma equipa bastante mal classificada e teoricamente inferior a ND. Com os bilhetes comprados com um mês de antecedência, o dia amanheceu bonito. Tivemos sorte, porque nos últimos anos, à data do jogo, já costuma haver neve. Estava bonito, mas fresquito. Ainda assim, com a animação, apenas sentíamos o frio :)
Os dias de futebol aqui nao se limitam a ir ver o jogo, há toda uma série de rituais. Desde as 8 da manha, as pessoas começam-se a reunir para o chamado "tailgate", que não é mais que montar o estaminé e comer e beber até à hora do jogo. Se em Portugal teríamos as bifanas e o garrafão de tinto, aqui têm a cerveja, salsichas e até pizzas! É incrível o artilhados que vêm, alguns até com geradores para alimentar o sistema de som. É toda uma festa... O local designado para pelintras como nós (que "só" pagam 74 dólares por bilhete) foi Whitefield, perto da Universidade. Quem compra os melhores bilhetes e tem bilhetes de época, pode parar nos estacionamentos do campus, muito mais perto. De todos modos, deve ser das poucas vezes que se pode beber álcool na via pública e sem pudor nenhum...
Pouco antes do começo do jogo, lá nos dirigimos nós para o estádio. Em todas as entradas, tinham estas curiosas linhas de convivência... e curiosamente, o pessoal até se comportou bastante bem ao longo do dia, se bem que me tenham dito que em casos de maior rivalidade, como frente aos nossos vizinhos de Michigan,
Ao entrar na nossa secçao, a vista foi impressionante. O estádio visto de fora parece muito mais pequeno do que é na realidade, pois o relvado está a um nível inferior ao da rua. Mas uma vez dentro... e com 80000 almas... a imagem era espectacular. Era o último jogo da época aqui, pelo que o ritual pré-jogo foi ligeiramente diferente. Os jogadores seniors (finalistas) foram apresentados e fizeram a foto da praxe com a família, que também foi apresentada, equipados e no meio do campo. As bandas tocavam, o público gritava... a animaçao era constante e assim se manteve até ao apito final.
Depois de umas quantas jogadas, eis que ND faz o primeiro touchdown. O público enlouquece e vejo algo que tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto. Nao me lembro do nome, mas consiste em fazer "flexões" com uma pessoa, no ar. Quanto mais pontos se fazem, mais flexoes. É mais comum na zona dos estudantes, mas ainda assim alguns valente fizeram-no na nossa secçao, e podem ver o vídeo abaixo:
Passadas umas duas horas e dois quartos, intervalo. Apesar de cada quarto demorar em teoria 15 minutos, sao normalmente 15 minutos de jogo efectivo, pelo que um jogo pode demorar muitas horas. Nesta altura aproveitámos para fotos, comer qualquer coisa e ver as corografias das bandas, que permitam-me que diga, sao verdadeiramente espectaculares.
Secçao dos estudantes
A banda da equipa rival
Ao fim de uma meia hora, reentram as equipas e recomeça o jogo. O resultado final, mau para Notre Dame, que averbou mais uma derrota. No entanto, pode-se dizer que foi um dia em cheio, com muita animaçao, rodeado de amigos. Depois disto, nao sei se voltarei a encarar um jogo do nosso futebol com os mesmos olhos. Animaçao, desportivismo... aquilo que deveríamos ter e que cada vez menos temos. Quem sabe, talvez um dia volte a ser divertido ir ao futebol :)
E assim acabou...
Tu gostas de futebol americano??? Pois, realmente com a figura que o Sporting anda a fazer, percebo que mudes de modalidade...;)
ResponderEliminarSeja como for, gosto de ver que te andas a integrar...