Hum, está um dia tao bonito... onde irei eu? Assim poderia ter começado a aventura deste fim de semana, mas nao foi tao impulsiva. Segundo a maioria das pessoas, foi de loucos, sobretudo tendo sido decidida na quarta feira, para ter lugar no sábado... Mas a vida é assim, se nao aproveitamos enquanto podemos... vamos aproveitar quando estiver tudo coberto de neve? Andava com vontade de acampar, e depois de uma tentativa falhada de ir à península superior do michigan (neve e muito frio), andava a ver se apanhava uma aberta. Este fim de semana havia tempo e nada que fazer, relacionado com o trabalho. Depois de uma rápida incursao ao prognóstico do tempo, decidimos ir para sul: a norte chuva e frio, a este idem, oeste, tinha lá estado na semana passada. O sul afigurou-se assim como uma boa opçao, com temperaturas entre os 70 e 40. E para onde? Andava a namorar uns quantos sítios, sendo um deles o complexo de grutas de Mammoth, no estado de Kentucky. Perto de 600 km, uma viagem de 6-7 horas. Promessa de diversao, coisas bonitas que ver, mas também muito cansaço. Reunido o núcleo duro, decidimos sair no sábado, às 3:30 da manha, para aproveitarmos ao máximo o dia.
Às 3:30 da manha, lá estávamos todos à porta de minha casa. Colocadas as tendas, sacos cama e comida, postas as coordenadas do Parque no GPS, lá abalámos nós. Meio dormidos ainda, noite escura e com umas quantas estrelas a iluminar o caminho. Depois uma paragem estratégica para tomar um café no starbucks, visitar a casa de banho e meter gasolina, lá chegámos ao parque. 6 horas e meia de viagem depois, cansados mas ao mesmo tempo animados com a promessa de uma bela aventura e com um dia lindo.
Às 3:30 da manha, lá estávamos todos à porta de minha casa. Colocadas as tendas, sacos cama e comida, postas as coordenadas do Parque no GPS, lá abalámos nós. Meio dormidos ainda, noite escura e com umas quantas estrelas a iluminar o caminho. Depois uma paragem estratégica para tomar um café no starbucks, visitar a casa de banho e meter gasolina, lá chegámos ao parque. 6 horas e meia de viagem depois, cansados mas ao mesmo tempo animados com a promessa de uma bela aventura e com um dia lindo.
Mas... que é a gruta de Mammoth? Basicamente, a maior gruta do planeta, com 550 km até à data descobertos, mas com a suspeita de muitos mais por descobrir. Assentes numa zona de cálcário, foram escavadas, ao longo de milhares de anos, diversas grutas. Esta gruta em particular, é com um túnel gigante. Poucas estalactites e estalagmites, pelo facto de ter muito pouca infiltraçao de água. mas enormes avenidas, largas e baixas ou altas e estreitas. Um pouco de tudo, e que espero que disfrutem ao longo das próximas fotografias.
Qual o plano? Basicamente fazer duas excursoes, uma de duas milhas no sábado e outra de 4 no domingo. A primeira, dava pelo nome de "Historic Tour", e pretendia fazer uma pequena introduçao à gruta, assim como explicar um pouco da sua história. A entrada fez-se pela "Historic entrance", o local onde no final do século 19, perseguindo um urso, um caçador redescobriu a gruta. E digo redescobriu, porque índios e outros povos anteriores já a conheciam e de uma ou outra forma tinham utilizado.
À hora marcada, lá estávamos nós onde nos tinham mandado. Dado que é um parque nacional, sobre juridisçao federal, os guardas nao sao nada mais que os famosos rangers. Chamou-nos a todos para uma breve e longa introduçao e aviso: de uma forma mais ou menos descontraída, provavelmente para evitar qualquer acusaçao de discriminaçao (e subsequente processo judicial, coisa que os americanos ADORAM fazer), avisou das dificuldades que a caverna apresentava, pelo que pessoas com incapacidades físicas nao deveriam ir, assim como aquelas com uns quilitos a mais, dado que algumas passagens seriam (e de facto eram) bastante estreitas. Advertiu-nos também de que era totalmente proibido tocar fosse onde fosse. Iríamos ter bastantes oportunidades de tocar e polir a parede quando chegássemos ao "Fat man's misery". Risos... mal sabiam alguns...
Qual o plano? Basicamente fazer duas excursoes, uma de duas milhas no sábado e outra de 4 no domingo. A primeira, dava pelo nome de "Historic Tour", e pretendia fazer uma pequena introduçao à gruta, assim como explicar um pouco da sua história. A entrada fez-se pela "Historic entrance", o local onde no final do século 19, perseguindo um urso, um caçador redescobriu a gruta. E digo redescobriu, porque índios e outros povos anteriores já a conheciam e de uma ou outra forma tinham utilizado.
À hora marcada, lá estávamos nós onde nos tinham mandado. Dado que é um parque nacional, sobre juridisçao federal, os guardas nao sao nada mais que os famosos rangers. Chamou-nos a todos para uma breve e longa introduçao e aviso: de uma forma mais ou menos descontraída, provavelmente para evitar qualquer acusaçao de discriminaçao (e subsequente processo judicial, coisa que os americanos ADORAM fazer), avisou das dificuldades que a caverna apresentava, pelo que pessoas com incapacidades físicas nao deveriam ir, assim como aquelas com uns quilitos a mais, dado que algumas passagens seriam (e de facto eram) bastante estreitas. Advertiu-nos também de que era totalmente proibido tocar fosse onde fosse. Iríamos ter bastantes oportunidades de tocar e polir a parede quando chegássemos ao "Fat man's misery". Risos... mal sabiam alguns...
Ao longo dos anos a gruta foi sendo gradualmente descoberta, sobretudo por um escravo de nome Stephen Bishop. Amado de torchas e quiçá de alguma lanterna de óleo, descobriu por ele perto de 20 milhas da gruta. Cientes das potencialidades da gruta, os sucessivos donos da mesma alugavam-na, para visitas, concertos, casamentos... toda e qualquer actividade que lhes rendesse algum dinheiro. Ao longo do túnel, era impossível ficar a olhar impávido: apesar de ser um túnel nu, despido de qualquer ornamento geológico, era impressionante olhar para ele. Volta e meia, alguns grafitis históricos, com séculos de existência. Até o parque passar para o governo, os donos permitiam aos visitantes escrever a carvao ou com instrumentos afiados os seus nomes nas paredes, para de alguma forma os fazer voltar mais tarde, para mostrar à família e amigos, assim como, obviamente, os fazer feliz.
Apesar de até este ponto a viagem ter decorrido sem incidentes de particular relevo, eis que chegávamos ao famoso "Fat man's misery". Veríamos em breve que o aviso do ranger nao teria sido em vao: um túnel sinuoso, baixo e com muito pouco espaço. Numa palavra: claustrofóbico, mas muito, muito divertido. Tinhamos que mover as pernas de uma forma que nao mandássemos caneladas à parte de baixo do túnel, inclinar o corpo pelas paredes e evitar polir o tecto com o nosso couro cabeludo e ganhar algum que outro "galo" :)
Tempo para dar um pequeno passeio à volta da entrada e do centro de visitantes e depois voltar ao parque de campismo. Foi possível ver alguma fauna e flora típicas da regiao e ver o bonitas que as colinas estavam... carregadas de árvores nuas, já sem folhas, numa paisagem dominada pelos tons vermelhos e castanhos.
Depois de uma bela noite de sono, lá acordámos, comemos e desmontámos as tendas. Tinhamos uma excursao duas horas depois, pelo que decidimos ir dar um pequeno passeio pelo parque. Uma das coisas a ver e fazer (que infelizmente nao nos deu tempo) era cruzar o Rio Verde no ferry. E que ferry... nao deixa de ser caricato ver um ferry num rio tao pequeno e para tao curta distância, mas o certo é que dá um toque pitoresco e muito bonito ao parque. Mais que uma ponte.
Hora de almoço... e adivinhem? Havia um bar/restaurante perto de 100 metros debaixo de terra... vá lá, nao era um MAcDonals!
Nascente de outro rio subterrâneo
Se a partir do 3º km da excursao já coxeava, devido a um mal jeito que dei no joelho no ginásio, há umas semana, no final do passeio já só queria arrancar o joelho à dentada, tais eram as dores. No entanto, valeu a pena. Valeu a pena ter conduzido 12 horas, ter dormido pouco e mal. A gruta é espectacular, e merece sem dúvida uma visita. Talvez para o ano volte, há excursoes que nao fiz e passeios que nao dei...
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