segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Deveria ter sido contigo...

Lá passou outro fim de semana e lá se tentou dar mais um passeio, ter mais uma história que contar.Porque quando em beve chegue o Outono, estes passeios terminarao e entao no Inverno nao creio que tenha muitas aventuras, a nao ser para contar quantas quedas dei a fazer ski ou como sao bonitas as dunas cheias de neve. Mas bem, teoricamente é Verao aqui (o Verao mais fresco desde que têm registos) e ainda me posso permitir estes pequenos luxos, depois de uma semana de trabalho extenuante. E porquê este título perguntar-se-ao? Pois... apeteceu-me. Alguns de vocês sabem o porquê, outros apenas o supoem e outros nao fazem a menor ideia. Mas um mês de Agosto que deveria ter sido de pura felicidade tornou-se num mês de viragem de rumo. Mas, falemos deste fim de semana, gostaria de partilhar convosco o que consegui ver.


O destino deste fim de semana : Sleeping Bear Dunes National Lakeshore, um parque natural localizado no Norte do Michigan, a aproximadamente 300 milhas desde aqui. Até lá, a viagem toda feita ao longo do lago, com alguns vislumbres ocasionais do mesmo enquanto na autoestrada, e com melhores vistas quando já em estradas de menores dimensoes. Depois de uma sexta feira de sol, mas com ameaãs de chuva, às 7 da manha de Sábado, estava tudo molhado. Tinha chovido, tinhamos uma tempestade sobre as nossas cabeças a ameaçar desabar a qualquer momento e segundo as previsoes haveriam aguaceiros. Pois claro, aguaceiros. As primeiras horas foram feitas sob um imenso temporal, cuja única vantagem foi ter-me lavado o carro. Nao se via nada de jeito, o dia estava horrível e tampouco podiamos explorar todas as potencialidades do motor do meu carro.


A primeira paragem foi em Lundington. Parámos para esticar um pouco as pernas e tomar um cafézinho. E com infelizmente por aqui nao abundam os nossos cafés de aldeia, onde podemos tomar a nossa bica e comer o pastel de nata, tivemos que decidir entre umas quantas cadeias de comida rápida. Optámos entao pelo MacDonalds, que tem feito umas campanhas de pequenos almoços interessantes. Estava cheio. Lá pedimos o nosso pequeno almço, smoothie de banana e morango para mim, com paquecas e sentámo-nos. Passada a hora da promoçao... surpresa, ficou vazio. Para o Americano comum pouco importa comer bem. O que querem é comer muito e barato. E é o que conseguem neste tipo de sítio.

Tomando o pequeno almoço


De volta ao carro, continuámos o nosso caminho, agora com a chuva a dar umas tréguas ocasionais. Digo ocasionais, porque eram apenas breves momentos em que a mesma nos deixava sossegados. Chegámos a Manistee, uma cidade costeira, que me pareceu ser uma cidade sazonal, onde as pessoas têm a sua casa de férias. Fez-me lembrar Amity, do filme o Tubarao. A downtown era bonita, parecendo ter parado no tempo. E corra também ao largo de um rio, pois a cidade localiza-se em ambas as margens da foz do rio do mesmo nome. Uma marina bonita, com enormes barcos carregados de canas de pesca (Saudades...), com praia e farol no fim do molhe. Dizem que aqui as tempestades sao violentas... mas nao imagino uma tempestade violenta deixar de pé estes molhes americanos. Ou isso, ou estou mal habituado aos nossos enormes e resistentes molhes, capazes de suportar um Atlântico enraivecido.

Downtown de Manistee

Com a foz por trás

Entrada da marina

Praia
Tempo de decisoes: seguir pela estrada pricipal, mais rápida mas pelo interior, ou pela estrada do litoral? Optámos pela ultima opçao. E em boa hora que o fizemos. O litoral é algo de fabuloso, verde, carregado de árvores e dunas cobertas de vegetaçao. E casas a meia dúzia de passos da praia... quando for grande quero uma casa asim... os americanos sabem viver bem. Nao me importava nada de ter uma vida como a que têm estas pessoas... sitios bonitos, calmos e junto ao "mar". Quem sabe...
Vista da praia (com uma casa mesmo atrás de mim)
Mais umas milhas de carro e entrámos no parque. O parque corre ao longo de mais de 30 milhas de margem, pelo que entrámos pela entrada Sul. Essa mesma entrada ocorre perto de um rio de águas esverdeadas e bem bonitas, onde se podem alugar caiaques, canoas ou bóias, que segundo o nosso grau de destreza nos deixam a meio do caminho, no Platte Lake, ou directamente até à praia. Como nao era a nossa ideia original, era hora de almoço e os estômagos rugiam de fome, optámos por ir até à praia e deixar a canoagem para o dia seguinte. A praia, ou pelo menos a parte que visitámos, era mesmo na foz do rio. Tomámos o almoço e enquanto os meus companheiros de viagem descansavam, eu dava um pequeno passeio para fazer as inevitáveis fotos que tanto gosto.

Kayaques chegando à praia

Kayaques

Foz do rio

Vista Norte da praia

Cogumelos na areia?!

Sim, sao mosquitos...

Pequena lagoa numa das margens
Comemos, fomos até ao parque de campismo armar as tendas (menos mal que fomos rápido, já só tinham 4 lugares quando chegámos) e fomos dar um passeio pelo parque. De carro, bicicleta ou a pé, podia-se fazer o que chamam a "scenic drive", um passeio de umas quantas milhas dentro do parque, com miradouros e vários caminhos para se fazerem a pé.
Ponte de madeira

Miradouro

Miradouro
Mas o melhor estava para vir. As grandes dunas que desciam até ao lago, com perto de 30 metros de altura. Uma vertente pouco apta para gente com vertigens (e eu que padeço desse mal bem sofri nos primeiros minutos) e que é "tradiçao" descer. E, como tinhamos vino de tao longe, lá decidimos descer a duna. A descida muito fácil, mas a subida... difícil. Subir tal inclinaçao em areia, que se afunda sob os nossos pés (e eu que nao sou exactamente um peso pluma), nao é aquilo que se chama uma tarefa ligeira. Nesse dia, vi mais gente de quatro, a subir, que a duas pernas... No entanto, vale a pena. A vista, quer desde cima, baixo, ou ao longo do caminho é simplesmente fabulosa e se algum dia lá voltar, penso repetir.

Desde o miradouro


Desde o miradouro (impressionante, nao é?)


Nem o aviso me demoveu
A meio da descida

Descida


Descida
Fundo da duna

Fundo da duna

(eu e as fotogafias dos entardeceres...)

Outro miradouro, com outras dunas ao fundo

O parque de campismo era sossegado, com o básico e alguns "excessos". Os lugares eram bem delimitados, com espaço para o carro, uma mesa e bancos, assador e zona para as tendas. No entanto, nao tinha duches e as casas de banho... com fossas. O cheiro... nauseabundo (acho que há formas melhores de as fazer, mesmo sem saneamento básico). No entanto, serviu para o que queriamos: descansar ao fim do dia e recuperar forças. Estava também pegado à praia, uma praia linda, semi deserta e de àguas cristalinas, embora frias. Depois de todo um dia de esforço, nada melhor que um mergulho, ao por do sol e som uma tempestade com relampagos ao fundo para relaxar um pouco. Soube bem... muito, nem imaginam...

O nosso lugar

A praia

A praia

Águas cristalinas
No diaseguint, decidimos que era melhor voltarmos para casa. Tinhamos tido tempestade durante noite, chovia e havia nevoeiro. Nao era propriamente o clima mais animador para fazer uma viagem. 4 horas de conduçao, trouxeram-nos de volta a casa. Pelo caminho ainda vimos um sinal muito giro: "bear x-ing" (ponto de travessia de ursos) do qual infelizmente nao tenho fotos e parámos em Grand Rapids, outra cidade do Michigan. À chegada, uma temperatura superior a 30ºC e uma humidade de perto de 100%. Resultado: tenda na varanda a secar e uma sesta à beira da piscina e a apanhar sol...
Outras fotos: ao longo de todos estes passeios vou vendo animais e plantas que nao costumo ver naturalmente. Aqui ficam algumas amostras:












1 comentário:

  1. :) Olá Nuno!!! Não sabia que também eras utilizador da blogosfera, da qual, confesso, sou uma fã desde há uns bons anos!
    Gostei de ler o que andas a fazer e de te sentir relativamente tranquilo por essas terras... aproveita! :) E eu vou estando por cá, a "cuscar" as tuas aventuras ;)
    Beijinhos grandes!!! *Isabel*
    P.S. - Não, não te pago a viagem ao Perú... não há dinheiro para tal LOL

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