Chegou o Inverno a Michiana. Se nao é Inverno, pelo menos um Outono fresco e chuvoso. Ocasionalmente ainda vemos um céu azul, mas ultimamente apresenta-se carregado de tons cinza e com bastante chuva. As tardes na piscina acabaram, assim como os passeios que tanto gostava de dar até às dunas a ver o lago. É tempo de procurar actividades interiores, como ir a museus, antes de que chegue a neve. Aí, para além de bater o dente, pode-se fazer ski e snowboard...
Mas bem, mais um fim de semana que passou e mais um fim de semana que infelizmente nao me permitiu passear. Para além do maldito tempo (como o odeio), ando aflito a tentar acabar o capítulo do livro que me deram para escrever. Nem sabia eu no que me metia quando disse que gostaria de o escrever... mas pelo menos, quando publicado, serei um pai babado :) Desde o fim de semana passado que tento integrar-me um pouco mais neste meio. Fiz um amigo brasileiro, com quem tenho saído, o que para além de me distrair um pouco, me permite conhecer outras pessoas. Já sei que anda por cá outro português, e já falámos a ver se nos conheciamos. Curioso, que num país estrangeiro ficamos tao felizes por ver gente do nosso país, gente que fala a nossa lingua. Pessoas com quem numa situaçao normal provavelmente pouco ou nada falaríamos, mas que tao longe do nosso país nos parecem um tesouro.
Esta sexta feira, depois de umas noites por bares, fui a uma festa numa casa de estudantes. Sim, daquelas que vemos nos filmes de adolescentes americanos. A principal diferença aqui é que grande parte dos intervenientes era algo mais velhas, com alguns professores, pós doutorados e doutorandos. Claro que, também existiam alguns estudantes. Foi uma experiência deveras interessante, pois uma coisa é aquilo que vemos nos filmes, e outra aquilo que efectivamente se passa na realidade. Mas, curiosamente, esta festa em pouco ou nada diferia dos filmes. Uma vivenda de dois andares, sendo que na parte de baixo decorria o grosso da festa. Na sala, despejada de tudo, dançava-se e ouvia-se musica. Alguém muito animado, saltando ou dançando consegui fazer um buraco no precário chao de madeira... na cozinha, copos, garrafas e garrafinhas um pouco por todo o lado. Cerveja principalmente, mas muitos vinhos e licores também. Num anexo ao lado, dentro de um grande contentor cheio de gelo, um barril de cerveja: bastava chegar e servir. Cá fora, no alpendre e no jardim, as pessoas amontoavam-se e falavam... ou nao. No piso superior estavam os quartos e a casa de banho. Nao faltou o casalinho a ir para o quarto (que vi quando fazia fila para entrar na casa de banho) e descer pouco depois, com uma cara de felicidade extrema.
Provavelmente descrito, pouco ou nenhum interesse tem tudo isto. Realmente, acho que é uma experiência que há que viver. Foi engraçada, fez-me ver na realidade aquilo que só tinha visto e imaginado em filmes.
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