Essa é a luta que existe aqui deste lado do oceano. Para eles, futebol é aquilo a que nós chamamos de futebol americano, enquanto que o nosso futebol é chamado de soccer... americanices! Mas a quem vem tudo isto? Esta terça feira vi o meu primeiro jogo de "soccer", um espectáculo um tanto quanto diferente daquilo a que estamos habituados.
O desporto universitário aqui move multidoes. E quando digo aqui, nao me refiro apenas a Notre Dame, senao aos EUA em geral. Nao sei quantas pessoas estariam ontem no "estádio" para ver o jogo Notre Dame-Michigan, mas certamente temos jogos da nossa primeira divisao com uma assistência deste género. E o estádio entre aspas... porque nao consigo chamar áquilo um estádio no verdadeiro sentido da palavra. Ontem foi o primeiro jogo no recinto, num recinto que demorou menos de um ano a ser construído. Ok, sao americanos, trabalham, portanto até seria possível... acaba por ser um estádio com bancada em alumínio, sendo que só tem uma bancada lateral. Nao sei sobre que se apoia o alumínio, mas, isso já diz muita coisa.
Mas voltando ao jogo. Chegámos já o jogo tinha começado, pelo que perdemos os instantes iniciais. Aparentemente, a banda tocou no início... ficará para esta sexta feira, quando for de novo ver um jogo.O jogo em si, nao valeu grande coisa. Ganharam os da casa por 5-0, num resultado que quanto a mim foi exagerado para aquilo que ambas equipas mostraram. Compreendi o porquê dos americanos, a nível de homens, serem uns nabos no futebol. Certo que era futeobl universitário, pelos vistos rege-se por determinadas regras, mas... foi estranho. PAra além de serem jogadores com tijolos em vez de pés, salvo uma ou outra excepçao, falta virilidade no jogo. Se para nós a bola é o objectivo, nao temos medo de por o pé à bola e dar um encosto, eles aqui evitam o contacto, pelo que é fácil passar por eles. Estranho também é ver como (nao) discutem com os árbitros. Vi algo que´achei deveras interessante... nao é o árbitro quem controla o tempo do jogo, há um placard, e fazem incluso a contagem decrescente aos 10 minutos de jogo. E aí o jogo pára, haja ou nao uma jogada em curso. E porque achei interessante? Porque sempre que um jogador está no chao, ou a bola é chutada para longe, o cronómetro pára, pelo que o tempo de jogo útil ganha muito, e nao queimam tempo como os "pseudo"profissionais que vemos na europa. Com esses, 50% de tempo útil acaba por ser um achado. Gostei da ideia e pelo menos esta deveriam importar.
Mas acabou por nao ser o jogo em si o mais interessante de tudo. Fomos 4 pessoas, eu, 2 americanos e um argentino, que, como eu, levava as maos à cabeça sempre que havia alguma azelhice. O interessante acaba por ser a festa que se monta à volta de tudo. Desde a música, a um público que incentiva e nao insulta. À mascote da equipa, um rapaz vestido de duende verde (há uma forte tradiçao irlandesa aqui e a gente de Notre Dame é conhecida como Irish), às cheerleaders (mais uma ideia que deveriam importar :))
Começou o ano académico, e começam os jogos. O nosso cartaozinho de trabalhadores permite-nos assistir à grande maioria dos jogos, excepto futebol americano, basquetebol e hóquei no gelo sem pagar. Esta sexta feira, há planos para ir ver um novo jogo, desta vez futebol feminino. Confesso que estou curioso, sei que as nossas jogadoras sao boas e sei que poderá ser um partido deveras interessante... já contarei