domingo, 19 de julho de 2009

Silver Beach & Elkhart County 4-H Fair

Mais um fim de semana que passou, e no qual tentei conhecer um pouco mais do que me rodeia aqui no meio de nenhures. Este sábado foi bastante "produtivo", longo, cansativo, mas no fundo, divertido tendo valido a pena todas as horas, todos os quilómetros, perdao, milhas, que fiz. E pela primeira vez, fiz uma viagem com amigos, a primeira parte com 4 colegas do laboratório, sendo que para a segunda já só fomos 3 de nós.
Primeira paragem: Silver Beach, mais uma praia na margem oriental do Lago Michigan, um pouco mais a norte daquelas a que tenho ido. Diferenças desta praia? Primeiro que tudo nao está num parque natural, como aquelas que conheço. Esta está numa cidade, na margem sul da foz do rio St. Joseph, muito perto de Benton Harbor (que está precisamente na margem oposta). PAra além de termos sido atraídos pela praia, que de facto era bonita, nesse fim de semana decorria ainda o Venetian Festival, um festival caracterizado por fogos de artifício, um parque de diversoes em plena praia, actividades desportivas e muitas, muitas barraquinhas.

O dia estava bom, embora todas as previsoes apontassem para uma chuva, que (in)felizmente se veio a confirmar no Domingo. Mas para aquilo que nos importava, estava calor sol, mas um ventinho algo fresco, quando soprava. Passámos um bocadinho na praia, e enquanto Letícia e Hillary apanhavam sol, os "gaijos", eu, Pete e Sebástian, namorávamos uns jogos de voleibol na praia e tentávamos jogar. Infelizmente, apesar de muitas redes e equipas, todas estavam ali para a competiçao, pelo que tivéms que nos contentar com um passeio pelo molhe. Um passeio, que se veio a revelar acertado. Para além de nao haver demasiada gente e estar relativamente calmo, o certo é que o molhe nos permitiu ter uma vista bastante diferente da praia, quase como que se estivessemos num barco, para além de ter um farol bastante bonito. Além disso, deu para ver que se pescava, e bem. Vi uma miudinha de uns 10 anos tirar um peixe como tirei 1-2 em toda a minha vida... acho que vou ter mesmo que me dedicar à pesca, pelos vistos aquele era o tamanho normal para os peixes daqui! Curiosamente, o peixe foi devolvido à água. Aqui sao adeptos do "catch & release", uma modalidade de pesca que como o nome indica poupa a vida ao peixe. Em portugal, creio que se faz apenas em água doce e alguns malucos que mandam peixe ao mar quando pescam de barco (e muitos olhares de lado tive eu ao fazer isto...).


Praia, com divertimentos ao fundo


Farol



Praia, com vista para o farol
Depois do passeio, e como se aproximava a hora de almoço e os estômagos já se queixavam, decidimos ir até às barraquinhas, ver que se comia. Foi hora de novas experiências. Enquanto o resto se contentava com uma comida mais normal, eu e o Sebástian provávamos maçarocas de milho cozido com molho de manteiga, banana congelada com cobertura de chocolate e umas sandes que tinhamos levado. E devo dizer, que apesar de parecerem coisas estranhas, eram bem saborosas. As orelhas de elefante (uns fritos, semelhantes às nossas filhoses) ficariam para mais tarde.



Banana congelada com chocolate e amendoím (Sebástian e eu)



Maçaroca de milho com manteiga
Tempo de digerir o almoço, fomos ver as barraquinhas que nao eram de comida. Influenciado pelos muitos programas que vejo com festas no México, levei un quantos colares de contas, a ver se tinha direito a uns stip teases de americanas malucas e com uns copos a mais... nao tive sorte ;) palhaçadas aparte, era uma feira como aquelas que encontramos em Portugal, sendo que apenas se diferenciava naquilo que se podia comprar. Artesanato de madeira, vidro e metal e roupas dominavam, mas também vi umas garrafas derretidas (aqui derretem garrafas de coca cola, uísque para servir de tabuleiros) e duas barracas com uns biscoitos para animais que eram capazes de enganar o mais desatento. Demos uma volta pela vila, bastante bonita, com uns edifícios antigos, entrámos numa loja tipicamente americana, daquelas em que se pode encontrar de tudo (vi soldadinhos de plástico, pistolas de fulinantes e berlindes, coisas que há muitos anos nao via) e voltámos à praia, para apanhar um pouco mais de sol.



Biscoitos de cao

Estátuas de madeira ("Last smile", chamam-lhes)

Vista da entrada do porto



Vista da ponte de comboio rotativa


Simplesmente acho piada... :)



Para adultos, crianças e mascotes
Sobre as 6, decidimos voltar, tendo-nos separado no parque de estacionamento da universidade: enquanto uns iam ter com as suas famílias, outros continuariam passeio :)

Destino seguinte, a feira de Elkhart, uma feira agrícola enorme, tida como uma das mais importantes do estado. De forma deveras inteligente, e dado que pelo nome apontava que fosse em Elkhart, lá fomos nós à aventura, sem mapas. Primeiro, chegar a Elkhart, tarefa que deveria ter sido fácil, pois está aqui ao lado, revelou-se mais complicado que o esperado, pois várias estradas estavam cortadas e tivemos que fazer uns quantos desvios. Chegando ao destino, etupefactos. Como pode tamanha feira nao ter um cartaz que seja? Andámos, andámos e decidimos parar numa estaçao de serviço, para nos dizerem onde era a dita feira. O rapaz olha para nós de olhos arregalados e lá nos diz: nao era lá, era numa cide um "pouco" mais distante, e dá-nos as indicaçoes. Uma vez mais, sem mapa, lá vamos nós. As indicaçoes até que o tornavam fácil, nao contávamos era com mais 2 desvios, pelo que, quando já começávamos a desesperar, vimos o cartaz: "Fair express route", com uma seta bastante sugestiva. 5 minutos depois, lá estávamos nós.

Ao entrar, entrámos directamente por uns pavilhoes de patrocinadores, onde se poderia encontrar um pouco de tudo, Como nao era aquilo que nos tinha motivado a ir à feira (tinha visto no programa que haviam competiçoes de homem mais forte e de braço de ferro), decidimos ndar um pouco pelo recinto. Os motivos que nos tinham levado lá já tinham acabado, mas ainda assim havia muito que fazer e ver.

Curioso...

Fomos até aos pavilhoes dos animais, onde havia um pavilhao exclusivamente para coelhos, outro para aves, gado de carne, gado de leite, lamas, porcos, cavalos, cabras e ovelhas. Realmente animais podemos encontrá-los em todo o lado, mas algumas das raças que vi apenas conhecia dos meus tempos de estudante; tinha ouvido falar delas, eventualmente visto alguma foto mas nunca os tinha visto "frente a frente". O que mais me marcou foram os coelhos, desde coelhos de orelhas compridissimas com as quais se assustavam, a angorás, de tudo. Mas o que mais me marcou foi o "great danish", um coelho maior que a maioria dos gatos, e alguns caes, qu conheço. Nos cavalos destaque tamém para duas raças que nunca inha visto, a "Belgian" e a "Shire", cavalos de tiro, enormes, alguns dos quais de mais de uma tonelada. Simplesmente impressionantes.


Cavalo Belga, 1100 Kg

Continuando a nossa volta, as diversoes típicas da nossa feira popular: carrosséis, montanha russa, divertimentos malucos que nos dao a volta ao estômago, casas do terror, labirinto de espelhos... para além das inevitáveis barracas onde se podem ganhar prémios, desta vez já mais americanizadas: fazer uns lançamentos com bolas de basquetebol, lançar umas bolas de beisebol e acertar num alvo, sendo que a velocidade também contava, umas metrelhadoras para acertar nuns alvos, e outros mais normais, que metiam peixes com ímans, baloes e dardos... nada de especial.

Ainda vimos uma exposiçao de baloes de ar quente, muito curiosos e fogos de artificio lançados desde um aviao.


Baloes

Fogos de artifício

Para finalizar, comemos umas orelhas de elefante, muito saborosas (e calóricas) e empreendemos a nossa viagem de volta. Já pasava da meia noite e ninguém se lembrava como voltar... felizmente há sempre um agente da autoridade perto e prestável, que lá nos deu as indicaçoes necessárias :)



Orelhas de elefante

Sem comentários:

Enviar um comentário