Aproveitando o fim de semana grande (tivemos direito a sexta feira livre), o destino levou-me até ao norte de Michigan, mais propriamente ao Pictured Rocks National Lakeshore, na chamada península superior. Uma terra agreste, pouco propícia à ocupaçao humana, a perto de 750 km da porta de minha casa. As grandes actividades humanas começaram com a exploraçao de peles, tendo passado pela pesca, minérios e madeira. Agora, vive também do turismo, pelas muitas belezas que tem para oferecer.
Tendo em conta os muitos quilómetros que tinhamos que percorrer, decidimos sair às 3 da manha de sexta feira. Uma óptima ideia, pensei eu, sem saber que na noite de quinta feira, um mero café iria resultar num jantar e muita cerveja num dos bares aqui da terra. Assim, com uma hora de sono, foram-me recolher a casa e a aventura começava. Depois de umas quantas paragens, e muitas horas depois, cruzámos a ponte que nos separava da península.
Nada mais cruzar, começaram a notar-se as diferenças. Esta zona é bastante menos povoada e ao mesmo tempo mais arborizada. Ao longo da estrada, sucediam-se as lojas que vendiam peixe fumado e pasties (e já voltarei a este tema mais tarde). A primeira paragem para fotos foi feita pouco depois da ponte, precisamente para a fotografarmos. Antes, houve ainda tempo para ver um alce vestido à americano :)
Tendo em conta os muitos quilómetros que tinhamos que percorrer, decidimos sair às 3 da manha de sexta feira. Uma óptima ideia, pensei eu, sem saber que na noite de quinta feira, um mero café iria resultar num jantar e muita cerveja num dos bares aqui da terra. Assim, com uma hora de sono, foram-me recolher a casa e a aventura começava. Depois de umas quantas paragens, e muitas horas depois, cruzámos a ponte que nos separava da península.Nada mais cruzar, começaram a notar-se as diferenças. Esta zona é bastante menos povoada e ao mesmo tempo mais arborizada. Ao longo da estrada, sucediam-se as lojas que vendiam peixe fumado e pasties (e já voltarei a este tema mais tarde). A primeira paragem para fotos foi feita pouco depois da ponte, precisamente para a fotografarmos. Antes, houve ainda tempo para ver um alce vestido à americano :)
A entrada no parque, por este lado, fazia-se pela cidade de Grand Marais. Aproveitámos para comprar algum gelo e alguma que outra coisa que nos tinhamos esquecido e ainda fazer umas fotografias do porto da cidade. Hoje uma cidade com pouco mais de 400 habitantes, teve em tempos, nos tempos áureos do comércio da madeira, mais de 4000 habitantes. Pouco deve restar da cidade de entao, porque nao vimos muitas casas ou vestígios.
Hurricane River Campground! Chegámos, pensámos nós. Nem reparámos no facto deste ser o Upper e nao o Lower, e de no mapa apenas vir um. Parámos o carro junto à cancela e fomos ver o parque de campismo. Comecei a torcer o nariz... nao me fazia propriamente graça deixarmos o carro na estrada e termos que carregar tudo do e para o carro. Sim, porque no parque existem lobos, ursos, guaxinins e outros animais que adoram a comida dos turistas, assim que tem que ser ou pendurada ou guardada no carro. Almoçámos e tivemos (felizmente) a brilhante ideia de ir tentar localizar o outro parque. Em boa hora o fizémos, pois o acesso estava aberto e podíamos meter o carro mesmo junto ao local da tenda. Começavam os ânimos a levantar-se e decidimos ir caminhar.
Uma das coisas que existem nos parques sao muitos caminhos, de maior ou menor tamanho e dificuldade. Para começar, decidimos visitar o farol de Au Sable, em actividade desde o século 19 (se bem que penso que nao tenha sido o farol actual). Total a percorrer: 4,5 km. Começávamos bem :) Pelo caminho, alternámos entre a praia e o topo das dunas, vendo um pouco de tudo. Ainda alguma neve e algum gelo que teimavam em resistir às temperaturas ligeiramente elevadas. E 3(!) vestígios de naufrágios ali mesmo na praia! Apesar de parecer um lago tranquilo, as tempestades aqui sao violentas e surgem sem muito aviso.
Uma das coisas que existem nos parques sao muitos caminhos, de maior ou menor tamanho e dificuldade. Para começar, decidimos visitar o farol de Au Sable, em actividade desde o século 19 (se bem que penso que nao tenha sido o farol actual). Total a percorrer: 4,5 km. Começávamos bem :) Pelo caminho, alternámos entre a praia e o topo das dunas, vendo um pouco de tudo. Ainda alguma neve e algum gelo que teimavam em resistir às temperaturas ligeiramente elevadas. E 3(!) vestígios de naufrágios ali mesmo na praia! Apesar de parecer um lago tranquilo, as tempestades aqui sao violentas e surgem sem muito aviso.
Acabado o primeiro caminho do dia, decidimos ficar pelo acampamento e montar as tendas. Em todo o parque, seríamos apenas 2 grupos, pelo que a noite se avizinhava tranquila. Antes da árdua tarefa de montar as tendas em 5 minutos, fomos ainda ver a foz do rio que dava nome ao acampamento (nao sei se disse que o parque de campismo era mesmo junto ao lago?). Esperto como sempre e procurando o ângulo que me permitisse tirar a melhor fotografia, lá tirei ténis e meias, arregacei as calças e meti-me dentro de água. Fria, fria... gelada. Nao demorou mais que uns míseros segundos até que os meus pés começassem a doer. Acho que tanta neve a derreter deve ser a razao para tao agradáveis temperaturas...
Sábado, o dia amanheceu bem bonito. Algumas nuvens, as necessárias para dar "aquele" toque às fotografias e muito azul. O primeiro destino foi Munising, na extremidade Oeste do parque. desta vez, apanhámos a estrada boa, sem atalhos de algum tipo para lá chegar. Uma rápida paragem no posto de visitantes, para pedir algumas opinioes e dirigimo-nos para Miners Castle, já dentro do parque.
E o que é Miners Castle? Pois exactamente isto que vêm aqui em baixo. A natureza geológica desta área levou a que se situasse em camadas, cada uma de consistência diferente. A acçao dos elementos, nao fez mais do que esculpir a seu bel-prazer o que lhe davam. O resultado, sao formaçoes geológicas bastante interessantes. Para além do que se via fora de água, a própria água chamava a atençao. Límpida, cristalina e cor tantas tonalidades.... nao pensei encontrar este tipo de efeito num lago!
Visto o "Castelo", descemos até à praia. Uma praia bem bonita, à semelhança de tantas outras nos lagos. Ainda na praia, a foz do Miners River.
Como somos gente valente, decidimos fazer o um dos maiores caminhos que se podem fazer no parque: 15 km de pura paisagem. A área a visitar foi a Chapel Basin Area. Começava o céu a escurecer e a ameaçar chuva. Depois de comer alguma coisa, começámos o passeio.
Aqui já chovia. Nao os aguaceiros esporádicos das previsoes (será que algum dia vao acertar?!) mas sim uma chuva forte e contí
Suponho que os invernos aqui sejam muito rigorosos, em neve, frio e vento. Só assim se explica a quantidade de árvores mortas, caídas e quebradas. Vi muitas, principalmente grande, completamente arrancadas pela raíz!
Suponho que os invernos aqui sejam muito rigorosos, em neve, frio e vento. Só assim se explica a quantidade de árvores mortas, caídas e quebradas. Vi muitas, principalmente grande, completamente arrancadas pela raíz!
Chapel beach... tinha lá ficado se pudesse. Mesmo a chover, frio e molhado, apaixonei-me por esta área. A cor do lago, a envolvência... adorei esta zona.Caminhámos ao longo da praia e depois subimos, caminhando ao longo das ravinas que circundam esta parte do lago. O próximo destino seria Mosquito Beach, uma praia situada a uns quantos quilómetros de Chapel Beach.
A caminhada foi dura e sob chuva intensa. Além disso, íamos (pensávamos nós) a um ritmo forte, pois o percurso era longo e queríamos acabar antes de anoitecer. As imagens, quer do lado do lago, quer do lado de terra eram impressionantes e era impossível ficar impávido e sereno frente a algumas delas. Do lado do lago, paredes verticais, estratificadas, com ou sem neve e com uma água espectacular. Do lado de terra, as mudanças eram constantes e brutais. Desde pinheiros sobre leito de areia até zonas extremamente húmidas, cobertas de musgo e fetos. Parecia que de um momento para o outro mudávamos de planeta.
Finalmente, descemos até ao nível do lago. Antes de Mosquito Beach, uma praia (?) cujo nome nao encontro em mapa nenhum. APra mim, uma das zonas mais interessantes que vi no parque. Uma praia sem areia, composta por imensas camadas de areia fóssil (acho eu), de espessuras completamente díspares.
Vista Mosquito Beach, tempo para nos adentrarmos na floresta e ir até Mosquito Falls, no rio do mesmo nome.
Mosquito Falls: a última paragem antes do parque de estacionamento onde tinhamos deixado o carro. E o ponto onde cometemos o primeiro erro: falámos o caminho e o que deveria ter sido uma caminhada tranquila acabou por ser algo aflitiva, pois a certeza de que estávamos perdidos aumentava com os minutos, os mesmos minutos que o sol usava, pouco a pouco, para descer. Finalmente lá chegámos a uma estrada, que felizmente conhecíamos. Suspiros e de volta ao carro, cansados, doridos e molhados.
Depois de mais uma noite revigorante e com 5 horas de sono em cima, afrontámos o último dia em terras do norte. Fomos até ao miradouro de Log Slide, um miradouro no topo de uma imensa duna de 100 metros de altura. A inclinaçao imensa, tendo em conta que até à margem do lago eram pouco menos de 200 metros. tentei, mas desta vez nao consegui convencer ninguém a descer a duna comigo. O descer, penso eu, nao seria o maior problema, mas sim a extenuante subida. Depois das dunas de Sleeping Bear, já sabia o que esperar.
Perto de Grand Marais, mais uma cascata: Sable Falls. Continuando a ser bonita, já nao surpreendia muito, pois já tinhamos umas quantas em cima.
Mais uma hora de viagem, novamente até Munising para ver Munising Falls e fazer o Sand Point Marsh Trail, um caminho à volta de um lago interior.
E que tinha este pequeno lago de interessante? Pois ficam duas fotos, a ver se alguém descobre o que era...
Tempo para voltar. Ao longo da estrada procurámos um posto de venda de peixe fumado que estivesse aberto; turismo nao sao só paisagens, é também a gastronomia. Comprei peixe (que ainda nao provei) e carne fumada (deliciosa). Uma outra paragem para comprar pasties (muito semelhantes às nossas empadas) e ser abertamente assediado pela "pasteleira", que me disse que a levasse com ela para Portugal quando voltasse, para além de elogiar o meu sorriso. Até aqui tudo bem, se fosse uma pasteleira jovem :)
Cruzada a ponte, uma longa viagem que nos levou de volta a casa. Para trás, o sentimento de um fim de semana muito bem passado, de ter conhecido um sítio especial. Quero lá voltar. Nao sei se voltarei, pois infelizmente é muito longe e ainda há muito que ver e descobrir por aqui. No entanto fica uma nota: é um sítio que vale mesmo a pena ir.