segunda-feira, 1 de março de 2010

5th Winter Beer Festival at Grand Rapids, MI

Este fim de semana a curiosidade levou-nos cerca de duas horas a norte de South Bend, à cidade de Grand Rapids, em Michigan. Lá, celebrava-se o quinto festival de Cervejas de Inverno. Aqui nos Estados Unidos, cada marca lança cervejas mais adequadas para o Inverno ou Verao, para além de alguma ediçao especial. Este festival reuniu 35 microcervejarias de Michigan, num total aproximado de 200 cervejas diferentes, com cores, sabores e teores alcoólicos bastante distintos.


Sendo assim, lá nos dirigimos até ao festival. Tempo para uma paragem no hotel, para deixar as malas e o carro (malta responsável ein??), agarrar o táxi e dirigir-nos para o festival. A temperatura era agradável, ligeiramente acima dos 0ºC, num recinto ao ar livre e com alguma neve. Felizmente, o dia estava bonito, conseguiam-se ver algumas zonas de azul, com pouco ou nenhum vento e absolutamente nenhuma neve. Uma vez entrados, dirigimo-nos ao primeiro expositor para a primeira das (muitas) cervejas que viríamos a tomar. Depois da cerveja, tempo para ir comer algo. Tinhamos saído muito cedo de South Bend e já era meio dia. Sem mais que o pequeno almoço às 8 da manha, a fome começava a apertar. Para além dos típicos hambúrgueres e cachorros quentes, lá encontrei algo mais típico e decididamente muito mais saboroso: perna de perú fumada! Apesar de poder parecer estranho, lá me decidi a mais uma experiência em terras de tio Sam e devorei uma. A pele, muito semelhante à do nosso leitao. O interior, tenro e bastante saboroso. Com manjares destes, poderia mudar de opiniao relativamente à péssima cozinha norte-americana.



Feita a experiência gastronómica, tempo de voltar à cerveja, a principal razao da nossa viagem. Provámos muitas, desde as típicas loiras de 5-6% de álcool até às negras de mais de 10% de álcool. Das que provei, gostei de muito poucas e cheguei inclusivé a mandar algumas delas fora. Decididamente, há cervejas muito estranhas por aqui e estranha-me que alguém as consiga beber.


Cinco horas e vinte e quatro amostras de cerveja depois, acabou o festival. Tendo em conta o avançado estado do dia, a fome voltava a apertar. O destino seguinte, depois de lutar por outro táxi à saída do festival, foi o bar "Hopcat". Tínhamo-lo descoberto quando andávamos à procura de bilhetes e a dona tinha sido extremamente simpática connosco, mesmo sem nos conhecer de lado algum. Para além disso, foi-nos descrito por várias pessoas no recinto do festival como um dos, senao o, melhor bar da cidade. Chegados lá, compreendemos o porquê. Uma atmosfera deveras agradável, com um estilo antigo. Fez-me lembrar os cafés da antiga Lisboa... Para o jantar, "fish and fries", com algo que disseram ser bacalhau (algo que nao acredito muito, mas...). Algo que descobri aqui e bastante saboroso, sao batatas fritas com sal e pimenta negra. Pode parecer estranho, mas acreditem, merece a pena experimentar!



Depois do jantar, e decididos a testar a noite de Grand Rapids ao máximo, divagámos de bar em bar, bebendo e jogando bilhar. Finalmente, 14 horas depois da primeira cerveja, dirigimo-nos para o hotel. Tempo para dormir e destilar algum do álcool ingerido. De manha, uns com melhor cara que outros (pessoalmente acho que o menos mal era eu) fomos tomar o pequeno almoço. Fomos, alguns, porque houve quem com a ressaca nao conseguisse tocar em nada de comer.




E que melhor do que um daqueles pequenos almoços pesados para nos fazer sentir melhor? Salsichas, ovos, e algumas coisas mais e cinco minutos depois senti-me como uma nova pessoa. Depois do pequeno almoço, fomos até Holland, uma outra cidade perto do lago Michigan. Fotos e descriçao em post a ser colocado mais tarde.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Harlem Globetrotters @ Notre Dame

Embora já com umas semanas de atraso, aqui ficam a entrada dedicada aos famosos Harlem Globetrotters. Quem nao se lembra daqueles desenhos animados da Hanna-Barbera, num já longínquo passado? Eu lembro... e foi graças a esses desenhos que esta equipa ficou no meu imaginário, até ao dia em que soube que vinham até Notre Dame para um jogo. Primeira acçao: procurar companhia para ir ver o jogo. os suspeitos do costume, Piero e Hilary foram fáceis de convencer. Erin nao tao fácil e ainda se riu na minha cara a dizer que era para crianças. Sebástian e Leticia... coisa de poucos minutos. Será pela minha inata habilidade para convencer as pessoas que me chamam "enabler"? :)

Sexta-feira à noite, lá nos dirigimos nós até ao centro de desportos. Nós e mais uns quantos milhares de pessoas. Apesar de nao estar casa cheia, as bancadas apresentavam-se bastante coloridos, sendo na sua maioria famílias com a sua descedência. mas, como dentro de cada um de nós existe uma criança, e como a minha se recusa a crescer, lá estávamos nós a marcar presença.

O jogo é todo um espectáculo, um "show americano", destinado a fazer dinheiro em troca de entretenimento. Enormes bancadas com os produtos oficiais (uma mera camisa custava mais de 70 dólares), pipocas e mais umas tantas "iguarias" americanas.

Enquanto o jogo nao começava, uma das mascotes dedicava-se a fazer tropelias no campo. Dançou várias músicas, sempre com uma coreografia, das quais vos deixo uma bem famosa música.





Alguém a reconhece? :)

Ao fim de algum tempo, lá entra equipa. Entram em grupo, no meio de uma grande ovaçao e de uma cortina de fumo. Colocam-se em círculo no meio do campo e um a um sao apresentados, enquanto fazem alguns malabarismos.






Alguém se anima a fazer o mesmo?!

Acabadas as apresentaçoes, tempo para aquecer. Mas, claro está, como sao os Globetrotters, o aquecimento nao é normal. Dedicam-se uma vez mais a mostrar todo o seu arsenal de truques e malabarismos, para gáudio dos espectadores.




Por fim, começa o jogo. Quem é o oponente? Os Generals. A equipa que ano após ano, nos últimos anos, tem acompanhado os Globetrotters nas suas digressoes, quer internas, quer internacionais. Pelos vistos nao sao uma equipa qualquer, mas sim as reservas da equipa principal, aquela que dá acesso à tao almejada camisa dos Globetrotters. O jogo em si, acaba por ser uma palhaçada constante. De básquete, pouco ou nada se vê, muito espectáculo sim, mas aquele respeito pelas regras... regras?! Nao existe cá disso... Desde gozarem com o árbitro, com os jogadores adversários até cenas de hipnotismo por parte do treinador adversário, houve de tudo um pouco.


Quem necessitava de óculos? O árbitro...



Acabados os dois primeiros quartos, vem o intervalo do jogo. Para alguns, tempo de uma rápida corrida à casa de banho. Para mim, tempo para me imiscuir um pouco mais na cultura norte-americana e comer mais uma das coisas típicas dos dias de jogo ou de festa. Desta vez, experimentei um "shaved ice". O que é? Basicamente gelo regado com xarope de fruta ou de qualquer outra coisa. Doce sim, hiper-mega-supercalórico também, mas... nao penso repetir. É daquelas coisas que uma vez basta.

Enquanto os jogadores descansavam, no campo era a hora dos patrocinadores, e da interacçao com o público em geral. As criancinhas dos assentos colocados ao longo das linhas laterais (bastante mais caros que os já caros bilhetes que comprámos nós) eram as principais visadas (havia que fazer render o dinheiro pago...).

A segunda metade, mais do mesmo. Muito espectáculo, pouco jogo. No final, o marcador apenas interessave, embora, obviamente, se soubesse de antemao quem tinha ganho o jogo. Nao me lembro se alguma vez foram a Portugal ou nao, mas é uma daquelas coisas que acho que vale a pena ir ver, só para se ter mais uma nova experiência. Depois do jogo, tempo para umas cervejitas e uma sandes no bar Legends of Notre Dame. No dia seguinte, sábado, levantar-nos-iamos às 7 da manha para ir passar o fim de semana a Chicago...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Um dia do melhor...

Como prometido, volto às actualizaçoes do blog, que tentarei que sejam pelo menos uma vez por semana, se bem que, haja muito que ainda nao contei. Depois de um Sábado de relativo descanso, com um pouco de trabalho e umas quantascervejas (más) no Bar Louie, tocou acordar cedo, para decidir o plano para o dia. E porquê decidir as coisas tao em cima da hora? Porque aqui o Inverno tem sido duro, e tinhamos um alerta de tempestade de Inverno para o dia de hoje. Vistas as previsoes, lá decidimos encontrar-nos às 9h. Tempo para uma paragem estratégica para retirar uns dólares e para comprar uns donuts acabadinhos de fazer (quentes e tao, mas tao saborosos...). Metemo-nos a caminho e 68 milhas depois lá chegámos ao destino: Pokagon State Park, em... Angola :) E o que nos levou lá? Nada mais nada menos que um tobogan bem grande, como podem ver nas fotografias. Haviam umas "quantas" pessoas, e a fila avançava com uma lentidao exasperante. Em duas horas, conseguimos descer apenas 3 vezes... mas cada uma melhor que a outra. Tendo em conta que éramos 5, alugámos duas pranchas, numa iam as duas raparigas, na outra os 3 rapazes (uma equipa de "peso").

Gracejando gracejando, lá chegámos ao topo da escada. Desde aí, a pista já nao parecia tao pequena, nem tao simples de descer. Engoliu-se em seco, acabaram-se as piadas e lá nos colocámos preparados para descer. Numa palavra: impressionante. É uma sensaçao espectacular descer aquela pista a uma velocidade tao grande (segundo o radar atingimos as 34 milhas por hora!!).




Ao fim das 2 horas, estávamos, obviamente, esganados. A próxima paragem: a Buffalo Wild Winds Preserve, uma reserva que alberga bisontes americanos e onde os podemos comer também :) depois de nos termos perdido, passado por umas quantas igrejas das mais variadas religioes (aqui qualquer um pode começar a sua religiao), lá chegámos à reserva. Já só tinham hamburgueres, mas... souberam de maravilha. Ocasionalmente compro carne de búfalo e faço-a grelhada, e é uma carne bastante saborosa. Já de barriguinha cheia, lá nos metemos na caixa de uma carrinha e fomos para o meio da reserva, entrando no curral dos bisontes. Apesar de nao podermos descer, estivémos mesmo no meio deles. Tínhamos um guia bastante bom, que nos ensinou umas quantas coisas sobre os bisontes. Falámos bastante e a minha veia veterinária veio ao de cima, tenho "mergulhado" um pouco no bisonte como animal de interesse pecuário. Sao animais bonitos, curiosos e bastante inteligentes. Afinal, como o guia disse, ele apenas ali estao porque querem, conseguem perfeitamente fugir dos locais onde estao, conseguindo mesmo desenroscar alguns cadeados usando a língua. Nao foram criados como animais de criaçao, sao animais selvagens que ali foram parar. Têm personalidade e sao capazes de resistir a condiçoes ambientais extremamente variadas. Nao sabia, mas o pelo deles é tao bom isolante, que no local onde dormem, a neve nao derrete!

Aqui ficam umas fotografias. Sei que nao é o mesmo que vê-los ao vivo, mas... espero que os cons

Entrada da reserva

Um banco invulgar

Pele de bisonte... quentinha :)









sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ausências...

Já lá vai um bom tempo sem escrever o que quer que seja no blog. Nao por falta de actividades, que têm sido umas quantas, mas mais bem por um cansaço extremo e um humor no final do dia que invariavelmente me fazem acabar por nao escrever nada. Este fim de semana vou actualizar o que tenho andado a fazer, desde a primeira (e única) aventura no ski, assim como fotos do lago Michigan congelado e mais umas quantas..

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Homem de neve

No processo de "americanizaçao", e dada a grande quantidade de neve presente, uma das actividades mais recentes nas quais tomei parte, foi a construçao de um boneco de neve. Sim, um boneco de neve (e nao, nao considero ser demasiado velho para esse tipo de brincadeira... bem, velho sim, falta-me é o juízo).

Nesse fim de semana tinhamos combinado fazer um jantar de colegas, comida italiana, cozinhada pelo mais recente membro do nosso laboratório (estamos a tentar tornar uma tradiçao, um jantar típico cozinhado pelos membros novos, mas nao temos tido muitos seguidores). Nao custou muito convencer as pessoas a aproveitar a tarde e fazer um boneco de neve. Afinal, todos, excepto a Hilary, éramos caloiros nestas andanças.

E no que dá neve e meia dúzia de pessoas loucas? Isso mesmo, uma batalha de bolas de neve. Claro que nao resistimos a fazer umas maldades uns aos outros...




Finda a batalha, tempo de começar com o trabalho artístico. A neves, estava muito seca (será que isso é possível??), nao sendo fácil moldá-la. Mas pouco a pouco, lá fomos conseguindo dar forma ao dito cujo.





Últimos retoques

No final, a maravilha que podem observar. Sem ser uma obra de arte, acabou por sair um boneco engraçado. Infelizmente nao durou muito; nos dias seguintes aqueceu um pouco e "perdeu" a cabeça... para pouco depois ser pouco mais que uma poça de água e alguns restos do que fora outrora um glorioso homem de neve.

A equipa ganhadora

¡¡¡Olá!!!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Os primeiros dias

Bem, e quando falei em tarefa hercúlea à minha espera, falava a sério. Depois de um imenso nevao que caiu na área, mais de uma semana de neve ininterrupta, já imaginam como nao estaria o meu carro? Ainda se conseguia ver metade do carro e também ajudou saber onde o tinha parado...

Antes de começar com a limpeza

Nao só havia neve por cima, senao também ao lado


As várias camadas de neve

Com metade do trabalho feito

Limpo o carro, o momento da verdade: pega ou nao pega? Felizmente estes carros parecem estar preparados para serem "bem tratados", pelo que começou a funcionar à primeira. Dez minutos a trabalhar, para aquecer um pouco, espalhar bem o óleo e derreter um pouco do gelo, e lá fui em direcçao à universidade. Embora pareça de loucos ir trabalhar depois de uma semana assim, chegar e seguir de imediato com a vida normal é sem dúvida a melhor maneira de combater o jet-lag. Provado, desde os EUA até à China :)

Chegado à Universidade tempo de rever amigos e colegas. Obviamente de manha pouco se fez, todos a falarmos das férias, a comer os doces que cada um tinha trazido dos sitios onde tinha estado... De tarde trabalhou-se um pouco e depois, tempo de compras, limpezas e de aproveitar as vistas. Apesar de frio, isto é muito bonito com neve. Ficam algumas fotos que fui fazendo e que o podem ilustram o que digo.

Eu e Piero, depois de escalar uma pilha de neve no estacionamento

Campus




À procura de bolotas enterradas... curiosamente, conseguem encontrá-las:)




Uma volta atribulada

Findas as (muito curtas) férias, lá se teve que voltar para a minha nova casa. Os sentimentos eram díspares. Se por um lado queria ficar, junto da família, amigos, no meu país, por outro a vontade de voltar ao trabalho, para aquilo que realmente gosto de fazer, era também grande. No final, lá se manteve a razao e acabei por voltar.

Nada mais chegar ao aeroporto, começaram os problemas. Fruto do grande tráfego na época natalícia e de um imbecil nigeriano (e também dos serviços secretos de certo e determinado país, que neste caso meteram água), os meus pais acabaram por nao poder passar para a sala de check-in. Nada que nunca tivesse acontecido, mas pronto. A fila para o check-in era imensa e avançava com uma lentidao exasperante. Para atenderem a meia dúzia de pessoas que tinha à frente, demoraram quase uma hora. Quando chego, compreendo o porquê: o meu aviao ia com 3 horas de atraso. tendo em conta que era o primeiro dos três que teria que apanhar, fiquei branco e furioso. Se as coisas corressem mal, provavelmente só passadas umas 30 horas conseguiria chegar ao meu destino. Lá me mudaram um dos voos, a ver se me dava tempo, mas o terceiro era impossível, dado que apenas sai ou de manha ou de noite. Enfim, como imaginam, às 10 da manha já o meu humor estava de rastos. Lá passo pelo controlo de bilhetes, controlo de bagagens e entro (finalmente) no aeroporto. Compro uns doces típicos de Portugal, para dar a provar aos colegas e vou para a sala de embarque. Aí, (re)começou o martírio. A bagagem de mao de cada passageiro era analisada manualmente e de forma individual, para além de nos "apalparem" e mandarem retirar os sapatos. Lá entrámos na sala de embarque e lá ficámos quase 3 horas, sem poder sair e alguns infelizes sem sequer terem onde se sentar. Estava toda a gente aborrecidíssima e, para ajudar à festa, um enorme grupo de criancinhas gritava e pulava ao longo da sala.

A primeira parte da viagem, enquanto no ar, foi relativamente decente. Tempo para ver 2 filmes e ainda falar com a minha companheira do lado, uma angolana radicada nos EUA e professora de português. Chegamos a Newark, controlo de segurança e toca a recolher a bagagem para meia dúzia de metros à frente a meter outra vez nos corredores. E, mais um controlo de segurança. (nesta altura já perdi a conta quantas vezes me viram o passaporte e as meias, cada vez mais encardidas de andar a pisar um chao que duvido tivesse sido limpo nos dias anteriores. Umas filas enormes, uma corrida e lá chego à sala de embarque. Uns 20 minutos de espera, mais uma nova "amizade" (que pena que nos tivessem sentado longe um do outro) e deixam-nos entrar no aviao. Completamente desconhecido para nós, as complicaçoes que se passavam no aeroporto, onde teria havido uma falha na segurança. Talvez a razao para nos terem parados dentro do aviao, sem qualquer explicaçao e já na pista perto de uma hora? De uma forma impiedosa os ponteiros do relógio avançavam e eu via-me a chegar a South Bend apenas na segunda feira de manha. Lá chegámos a Cleveland, com uma hora de atraso. Saída a correr em direcçao ao terminal. Na outra ponta do aeroporto... e acreditem, aquele aeroporto é grande! Lá chego ao terminal, afogueado. Teoricamente já deveria ter começado o embarque, mas aviao... nem vê-lo. A partida estava dentro de tempo, mas tal nao se afigurava muito possível. Bem, tempo para comprar algo de comida e bebida, pois com todas as corridas e atrasos, pouco tinha comido ao longo de todas estas horas. Finalmente lá chegou o aviao. Ainda bem, pensei eu, assim para além de chegar eu, chegam também as minhas malas :) mais uma boa notícia... tinha sido detectado um problema no aviao e tinham chamado a manutençao. Ir-nos-iam avisar no novo horário de partida quando teóricamente já deveríamos levar uns 15 minutos no ar. Esperamos e à hora prometida lá nos actualizam. Necessitavam mais meia hora... Aaaahhhhhhh!!!!!! Parecia um filme de loucos. Três avioes e três problemas. Só me faltava que o aviao caísse. Pois, porque como podem ver é enorme e o tempo soleado e límpido...


Pela primeira vez gostei que me mentissem. Ao fim de 10 minutos puseram-nos no aviao e lá partimos nós, nao sem antes pararmos no meio da pista para nos regarem com anticongelante, evitando assim a formaçao de gelo nas assas. Mais uma experiência engraçada... Uma hora de voo, muitas nuves e de vez em quando conseguia-se ver algum campo coberto de neve. Começou a descida e, quase 17 horas depois de chegar ao aeroporto de Lisboa, cheguei ao meu destino final. Frio, muita neve, tudo branco. Chegado a casa, tempo para me assustar com a tarefa hercúlea que me esperava no dia seguinte (15 dias de neve sobre o meu carro) e cama.