quinta-feira, 9 de julho de 2009

9 de Abril-9 de Julho

Faz hoje 3 meses que cheguei ao Estados Unidos. Dentro de aproximadamente uma hora, mais exactamente, faz 3 meses que saí do aviao, o terceiro do dia, em estado semivegetativo e com a cabeça a funcionar a mil à hora.

Nestes 3 meses muito aconteceu, muito mudou desde que cheio de ilusoes e medos saí de Portugal. O motivo... tantos e tao poucos. O desespero, por situaçoes vividas no momento da decisao. O sentir-me "castrado intelectualmente", numa universidade onde se pretende fazer com 8 o que deve fazer com 80. O sentir que todo o esforço, todo o sofrimento tido até à data no meu crescimento, quer como pessoa, quer como cientista estavam a ser em vao.

Hoje sou, pelo menos, nalguns aspectos feliz. Nao mais sinto aquele terror que sentia com o aproximar das segundas feiras. Os domingos voltaram a ser o dia mais feliz da minha semana, aquele que significava que ia voltar ao trabalho, a fazer aquilo que tanto gosto. Ainda a semana passada se felicitava um colega do laboratório por ser sexta. Porquê, perguntei-lhe eu? Está aí o fim de semana, disse-me ele. Dei-me entao conta que sou, novamente, feliz no meu trabalho. Nao me importo de trabalhar as 14 horas por dia que trabalhei esa semana. Nao importa. É o meu trabalho, é aquilo pelo qual me formei e pelo qual tanto sofri lutei. Nao que nao pense nos fins de semana, claro que penso. Continuo a ser aquele que adora passear, conhecer sítios novos. Mas... fazer-se o que se gosta, aquilo para que se trabalhou, e ver-se o resultanto de tanto suor e lágrimas...

Nao tem sido no entanto fácil estar aqui, lidar com todas estas mudanças, estas diferenças. O choque cultural foi, e continua a ser, um dos grandes inimigos. A saudade; nao é fácil estar, uma vez mais, longe de todos e tudo aquilo que nos diz alguma coisa. Olhando para trás, nos últimos 6 anos, vivi em 3 cidades de 3 países diferentes. Quando pensei que pudesse poder fazer uma vida, eis que de novo embarco rumo a novas aventuras. A diferença horária. Custa chegar a casa, e nao poder ligar para Portugal. O dia aí começa bem mais cedo e acaba do mesmo modo. Nao encontro por aqui ninguém com quem poder trocar umas palavras. Aquelas que troco sao em troca de minutos roubados ao meu trabalho. E por fim, aquilo que faço. Nunca na minha vida tinha ouvido falar da equaçao de Michaelis-Menten, em colunas de cromatografia, em induçoes de expressao. Tem sido uma luta meter-me a par de tudo aquilo que tenho que saber para cumprir com aquilo que me é pedido. Afinal, sou veterinário. Nao tive formaçao para o que estou a fazer. Ou se tive, nao prestei atençao. Hoje nao sei bem aquilo que sou, nao um veterinário no sentido mais comum da palavra, mas mais bem uma mistura. Um cidadao da ciência :)

Mas bem. Há que fazer valer a pena tudo aquilo porque estou a passar, tudo aquilo de que abdiquei. Nao foi pouco, talvez hoje a decisao tivesse sido outra. Mas há que assumir aquilo que se decidiu e lutar por aquilo em que se acredita. Faltam 21 meses para acabar o meu contrato aqui. Faltam 21 meses para abandonar os Estados Unidos. Para onde? Era bom que Portugal. No entanto, só o tempo o dirá, o que acontecer até lá. Nao direi que o fuuro a Deus pertence, siplesmente porque em tal nao acredito. Pertence-nos a nós, e dele sairá o que nós decidirmos que saia.

Nao estou sozinho neste mundo...

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Primeira aventura

Nove e meia da manha e a impressora cospe as últimas folhas. Mapas e mapas, caminhos alternativos... tal é o medo de me perder nesta terra. Nao creio que o atlas de estradas que me deram na companhia de seguros seja suficiente para chegar onde quero e voltar em segurança. Neste momento o meu melhor amigo é o google maps. Saio, meto gasolina e começa a aventura. Duas auto-estradas ligadas por uma pequena estrada deverao ser suficientes para chegar ao meu destino: as dunas de Indiana, mais precisamente o parque estatal (porque para além do estatal há o nacional... americanices). Será a minha primeira incursao sozinho fora da cidade, assim como a primeira vez que posso espremer o carro perto do máximo...

Auto estrada... muito semelhante às nossas. Duas-três faixas, piso em nao muito bom estado (pensando bem, temos melhor que isto) e... ausência de separador central. Ia enfiado nos meus pensamentos, e curiosamente a pensar exactamente nisso, quando vejo dois carros da polícia e um infeliz que se tinha metido na valeta que separava as duas direcçoes... imagino se tem saltado para o outro lado. Americanos, mas neste aspecto pouco inteligentes. O caminho até lá foi feito de forma bastante tranquila. Dada a permissividade com os condutores (aqui pode-se usar telemóvel) lá ia eu com uma mao no volante e outra nos mapas. Nova experiência: "cruise control" (ou velocidade de cruzeiro?).Teoricamente poso chegar a uma velociade, carregr num botaozinho e carro mantém essa velocidade. Experimentei... e parei imediatamente. Já me obrigaram a esquecer o pé esquerdo quando conduzo (caixas automáticas), e agora o direito? Nao consigo... chegará o dia em que marcaremos o destino, escolhemos o filme e o carro leva-nos lá... mas nao quero chegar a esse dia, é bastante esquisito nao fazer nada senao usar apenas o volante... Paisagem monótona, campos e campos de cereais, celeiros (sim, aqueles celeiros qu se vêm nos filmes existem de facto). E 50 minutos de viagem. Finalmente. Chego ao parque, pago a entrada e lá vou eu até à praia.
Uau... se nao me dizem que aquilo é o Lago Michigan, juraria que é o mar. Muita gente, parecia mesmo uma praia a sério. Ao fundo, via-se algo de chicago... infelizmente ao longo do dia levantou-se uma neblina no horizonte e perdi a vista. Estendo-me, leio umas páginas do meu livro e decido arriscar, experimentar a água. Diziam eles que a qualidade da água hoje era boa. Aparentemente controlam a E. coli diariamente... primeiro contacto, mais quente que a água do mar. Agora. No inverno sei que gela. Ainda assim custa meter-me na água, mas lá mergulho. Sabe bem. E, falando em saber... provo a água. É mesmo água doce, é estranho estar numa superfície de água doce deste tamanho. Volto à toalha para secar um pouco e beber algo. Olho à volta, curioso por ver como se comporta o americano na praia. Eles, de calçoes abaixo do joelho. Compreendo agora o porquê de alguns olhares estranhos. Elas, que tao pouco pudor manifestam fora da praia, aparentemente têm-no mais aqui. Ainda assim lá se vêm algumas de bikini, mas muitas coisas esquisitas para as quais nao tenho nome. Só sei que andam mesmo muito tapadas. De resto muito semelhante a qualquer praia portuguesa ou espanhola, as que melhor conheço. Um grupo delatinos, ao fundo, joga futebol. MAs aqui impera o frisbee, o futebo americano e mais umas patetices deles. Nao faltam, claro está, as famílias que levam tudo para a praia. Comida, bebida... parece que estao em casa! Uma coisa nova para mim... como que uns mega-lençóis onde se senta toda a famelga. Num desses lençóis, duas toalhas de corpo e... duas almofadas com uma capa a condizer (do mesmo tecido que as toalhas). Ao lado do edifício de apoio, alguns corajosos arriscam fazer barbecues.

Olho para o mapa que me deram e dado que o sol estava algo quente, decido ir percorrer um dos muitos caminhos que o parque tem. Dentro da mata circundante e ao longo da praia. Subo, desço, suo fortemente... mas o certo é que a paisagem é fenomenal. Pelos vistos as dunas sao móveis, e vao "engulindo a floresta". Aquela que é"vomitada", fá-lo como troncos secos, esbranquiçados, que ocpam a areia qual esqueletos. Ainda assim, o sentimento que impera é o da tranquilidade.



Estive lá em cima...


Vista para Norte


Muito, mas muito que ver... muito bonita a praia, relativamente sossegada longe do estacionamento e da multidao. Dunas imensas, vegetaçao que desce quase até à beira da água...


Cansado e cheio de sede volto para trás. Ainda me cruzo com algns colegas pescadores. Rica vida. De cadeirinha, com apoio para a bebida, lá passam eles a tarde. Nao é esta a minha concepçao de pesca, mas cada um tem a sua. Cómodos estavam, peixe... nem vê-lo. Continu a preferir ir com os amigos, sentar-me ou mesmo deitar-me na areia e ficar ali, a olhar para a cana, a falar, imerso nos meus pensamentos... mas iso já sao comodidades a mais... mais fácil só mesmo ter um aquário em casa!


Lá consigo uma clareira para meter a minha toalha e mochila e decido ir à água. Lá chega uma família e espalha as coisas deles, englobando as minhas coisas... se nao soubesse que eram minhas, pensaria que eram deles. Com uma praia tao grande têm que se meter em cima de mim... pedaço de idiotas. Obrigam-me a procurar outro sítio nao vou à praia para isto. Tempo para mais um mergulho, mais umas páginas e ver uma coisa curiosa. Pela megafonia, lançam um aviso de que despareceu uma criança. Descriçao exacta. Aos poucos minutos, voltam e dizem que já apareceu, agradecendo. Toda a gente bate palmas... nao deixa de ser curioso!

Por fim, tempo de fazer o caminho de volta. Ainda com muitas horas de sol por aproveitar... mas já cansado e se pelo menos nao mais animado, mais relaxado. O mar, neste caso o lago, sempre foram um ponto de refúgio, de um reencontrar com a tranquilidade. Sem mapa de volta, decido arriscar. Cheguei. A ver onde vou para a próxima...

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Custou...


Custou, mas lá foi. Ao menos um motivo para me animar um pouco mais hoje. Normalmente tomo um balde de café (?) a meio da manha, ocasionalmente um bolo e sento-me cá fora com a minha colega a relaxar um pouco. Rodeados de relvados e de árvores, o normal aqui no campus. Para além de todo esse verde, há também 2-3 destes peludinhos que lá costumam andam a passear. Já alguma que outra vez os tinha alimentado: gostam muito de bolos do starbucks e de cerejas, mas tomates e alperces mandam-me a mim comê-los. O que é certo é que andava com vontade de alimentar um delesà mao. E hoje lá arrisquei. Nao sei quem tinha mais medo de quem, se o esquilo de mim se eu do esquilo.
Foram necessários 3 bocadinhos de bolo de abóbora. Depois de cada um aumentava a confiança, quer de um lado, quer de outro. A terceiro boado, decidi segurá-lo e ver se ele se arriscava. Já estava preparado ou para falhar nesta tentativa, ou para levar uma valente dentada. Mas nao. Pouco a pouco, a medo, lá se aproximou, cheirou e, devagarinho, lá recolheu o prémio. Nao ficou ali para o comer, afastou-se um pouco, mas... senti-me como uma criança, quando vao atirar pao aos patos... era algo com que andava com vontade desde que aqui cheguei e agora consegui :)

domingo, 28 de junho de 2009

A arte de poupar dinheiro

Nao, nada disso. Desta vez nao vos vou ensinar como montar uma casa à americana, poupando dinheiro e umas dores de cabeça. Desta vez o que quero é partilhar convosco um projecto que descobri recentemente, e que me faz lembrar algo que parecido que vi nas Canárias.
No meu caminho para a universidade, numa das estradas porque passava, via constantemente este sinal, que me deixava curioso: "Adopt a highway". Deixava-me curioso mas o certo é que nunca me tinha dao ao trabalho de ver o que era, permanecendo com essa curiosidade. Mas ontem, no caminho para a quinta, vi vários sinais desses. E com nomes de pessoas ou de empresas por cima. Chegando a casa, lá fui ao google e procurei. E dei-me de caras com este projecto:


Pois em que consiste? Basicamente paga-se e tem-se uma plaquinha com o nosso nome. Preço variável, segundo a estrada desejada. Isto é óptimo para quem tem ego grande, pensarao. Mas também é óptimo para as empresas que querem fazer publicidade. Garantem assim um espaço que de outra forma lhes seria inacesível e visto por muita gente, todos os dias. E que ganham os donos das estradas com isso? Pois uma forma de pouparem/ganharem algum dinheiro, que usam na manutençao das estradas. Uma ideia muito curiosa e que, como vos disse, já tinha visto nas Canárias. Mas lá era diferente. Também ao longo de vias rápidas, pagava-se mas para adoptar um... palmeiral. Lembro-me de ter visto vários deles diferentes, um deles incluso da coca cola. Numa altura em que a crise está aí, talvez nao fosse má ideia adoptar medidas semelhantes... afinal, que custa?

Mais um dia na apanha da fruta


Mais um fim de semana em que se dormiu pouco. Começou a época da apanha da fruta e este fim de semana voltámos a ir à fruta. Dado os trinta e muito graus e o sol abrasador com que temos sido premiados estes dias (depois de 2-3 semanas em que vi mais relâmpagos do que nos últimos 15 anos) a hora combinada foram as 9 da manha... horas indecentes na minha opiniao, pois para lá estar a essa hora houve que acordar bastante cedo. Mas bem, lá fomos nós felizes da vida, mais uma actividade fora do laboratório, onde passamos a maioria do nosso tempo útil (leia-se acordados). Mesma quinta, mas desta vez o objectivo foi diferente: framboesas e cerejas. Acho que foi a primeira vez que comi framboesas... sem ser daquelas gomas em que vêm amoras e framboesas :) Começámos pelas cerejas, tarefa relativamente fácil, bastava encontrar uma árvore com o sabor e tamanho desejado. O pior foi depois, com as framboesas. Arbustos baixos, com a maioria das framboesas melhores pouco à vista, pelo que muito tempo dobrados e muitos arranhoes à mistura. Isto já sobre as onze da manha, com um sol abrasador... resultado final, perto de um quilo de framboesas e 3 de cerejas... acabou por ser um dia bem passado, saboroso e saudável :) brevemente... amoras! Para além de adorar, os arbustos nao têm espinhos e as amoras sao enormes... já as vi, embora um pouco verdes ainda. Já vos contarei...



sábado, 13 de junho de 2009

Morangos e cerejas

Sábado, 9:30 da manha... que faz um grupo de jovens doutorandos e doutorados em pleno parque de estacionamento da universidade, com roupas de jardinagem e com o espírito inquieto? Pois bem, junta-se para ir ao famoso "Berries picking", uma tradiçao que por cá existe, cuja base cultural realmente desconheço, mas que até nas notícias passa e que move multidoes. Talvez os nosos agricultores, em vez de se queixarem e chorarem por subsídios pudessem aprender alguma coisa do agricultor americano. E o que é o "Berries picking"? Nada mais nada menos que ir a quintas apanhar fruta. Vai-se, dao-nos uns caixotes ou sacos, dependendo da fruta a apanhar e na volta, pesa-se e paga-se. Vantagens? Para além de uns momentos bem passados com os colegas, come-se muita fruta (porque estimulam que provemos a fruta antes de a decidir guardar e nenhuma dela tem pesticidas), tem-se uma actividade ao ar livre e... que mais dizer?


Pois bem, lá juntámos um grupinho bastante heterogéneo. Um português, 4 americanos, 1 asiática de proveniência desconhecida, 1 mexicano, 2 eslovacos, 2 do Sri Lanka, 1 filipino e 1 japonês. Destino: Michigan. Posso entao dizer que já estive em 4 (!) estados Norte Americanos neste pequeno período que aqui estou :)


Lá nos metemos nós a caminho, com uns mapas directamente tirados de google maps e acabadinhos de imprimir na impressora dos laboaratórios. Escusado será dizer que tivemos que fazer a requisiçao (em triplicado e duas línguas diferentes) com 3 semanas de antecêdência, de folhas e número de agrafos... e pedir por favor que fossem a cores! Ai Vasco da Gama, como sinto a falta dos teus corredores burocráticos eficientes e rápidos...



Depois de meia hora de caminho, lá chegámos nós à quinta. O tempo estava cinzento e prometia chuva. Mas segundo o nosso meteorologista oficial, havia chuva sobre Chicago, mas ia demorar a atravessar o lago Michigan e a atingir-nos. Com sorte até atenuava sobre o lago, ou entao apanhar-nos-ia já a acabar... chegando à quinta, dirigimo-nos à barraquinha a pedir o "material". Para os morangos, um caixote de cartao. Para as cerejas, um balde de plástico. Começámos pelos morangos. Fácil, colunas bem ordenadas de morangueiros, só tinhamos que nos agachar, afastar a folhagem e... voilá. Aí estava o ouro vermelho, fresco, suculento, doce, pedindo a gritos que o metessemos na boca. E levássemos alguns para casa... E mais, segundo nos disseram haviam 3 variedades de morango... eu pelo menos só consegui identificar duas... mas bem boas :)

Lá começou a faena e durante uma meia hora, toda agente de rabo para o ar a comer (e apanhar) morangos. Muitos morangos aida verdes, alguns já demasiado maduros... mas relativamente fácil e divertido de apanhar. Aqui ao lado podem ver a azáfama do pessoal, nem todos pertencem ao grupo, mas todos iam ao mesmo... A tentaçao era grande, apanhar, apanhar, apanhar... afinal, ali estavam eles, mesmo ao nosso lado! Sou sincero... comi morangos bem melhores em Portugal, mas estes, nem que fosse pelo simples facto de os estar eu a apanhar, souberam bastante bem.


Depois de umas libras de morangos (nao me perguntem quanto é uma libra, ouvi nalgum lado que era perto de meio quilo e é isso que assumo), lá fomos pagar os morangos e buscar o nosso balde para cerejas. Infelizmente, e dado o clima maravilhosamente instável que temos por aqui, ainda nao estavam completamente maduras... no entanto, depois de muitas cerejeiras e muitas provas, lá demos com umas árvores bastante boas. Claro está, que as cerejas mais bonitas e negras, estavam altas... andava toda a gente em bicos dos pés, bem esticado a tentar apanhá-las... mas, como dizem por aqui "no pain, no gain". Ao fim de uns minutos já tinha um balde com bastantes cerejas e decidimos ir pagando. Nem mais, a previsao meteorológica nao nos desiludiu. Começou a chover nesse momento! Lá se acabou o divertimento, mas ao menos tinhamos as nossas frutas. caras sorridentes, dedos e dentes manchados de cores como vermelho e violeta... toda a gente sorridente e com a sua frutinha.
Chegando a casa, a fotografia da praxe... como agora nao pesco e nao posso tirar fotografias aos peixes, tiro fotografias à fruta... no total, estao aqui uns 3 quilos de fruta... mais aquela que comi, nao se pode dizer que tenha sido uma má colheita :)


Nota final: segundo a wikipedia, uma libra de peso tem aproximadamente 0.45359237 quilogramas, mais grama menos grama. Que mania têm estes americanos de complicar tudo... :)

sábado, 6 de junho de 2009

Orgulho em ser Português

Ontem, de passeio pela grande livraria que aqui existe, Barnes & Noble, dei-me de caras com esta magnífica vista. Nao estava escondido, nao etava numa prateleira de baixo, daquelas onde ninguém olha. Bastava passar e olhar, aí estava, ao nível dos olhos. Lá fiz figura de parvo, saquei do telemóvel e fiz a minha fotografia.


Obviamente que nao vi a livraria toda, mas poucos autores tinham tantos livros disponíveis. A grande maioria nao conhecia, mas outros, cujos nomes (e livros) nos chegam a Portugal, mais títulos nao tinham. E sei que ecreveram muito...
Há coisas que nao damos valor quando estamos em Portugal. Para nós é um país podre, governado por e para gente e baixo nível. Um país ao nível de um dos chamados países do teceriro mundo, sul americanos. Coincidência ou nao, o que é certo que é onde muita gente nos situa, na América do Sul. Geograficamente nao, mas socialmente... penso que já estivemos mais longe.
Mas bem, o sentido desta mensagem nao é o de criticar o meu país. É apenas o de partilhar convosco aquela pequena alegria que tive ontem, a de encontrar algo com um sabor português aqui, no meio dos EUA, numa terra de agricultores. Quem já viveu, por períodos mais ou menos longos fora do país, saberá aquela sensaçao de que falo. Lembro-me em Espanha, em plena León y Castillo, uma loja de referencia na decoraçao com uma montra inteira dedicada à Vista Alegre. A toalha de praia que comprei e que ao usar pela primeira vez me dei conta ter coisas em Português, feita em Portugal. A cerveja Sagres no Alcampo, a qual ia expressament comprar, para ter em casa e oferecer aos amigos.
Pequenos detalhes assim, tao sem importância, sao na verdade tao recompensadores... é bom ver que algures neste mundo ainda há uma presença portuguesa, de uma ou outra forma. E isso faz-nos sentir felizes. Se significa que há esperança para Portugal... por aí já nao entro...